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Uma cobertura apenas negativa do meio ambiente gera desespero e sensação de impotência por parte do público, o que leva à negação da realidade. Uma alternativa a essa abordagem seria baseada no “jornalismo de soluções” (SoJo), ao dar perspectivas e mostrar o que não funciona, em equilíbrio com soluções que inspirem as pessoas. As histórias feitas sob esse viés são mais profundas e abrangentes do que aquelas que apenas destacam o problema. É preciso investigar e contar histórias de perto dos acontecimentos, com profundidade, mesmo que sejam catástrofes, com uma cobertura “de dentro para fora” das comunidades e regiões mais distantes dos grandes centros urbanos.
Disponível em: https://ijnet.org/pt-br/story. Acesso em: 29 jun. 2022 (adaptado).
Considerando o texto apresentado, é correto afirmar que
a cobertura ambiental amplia-se com investigações em bancos de dados e uso de recursos tecnológicos, e ganha em profundidade quando estabelece relações que permitem entender melhor o contexto.
o papel dos jornalistas é propor soluções para os problemas abordados e não apenas descrever os fatos, participando das negociações entre os vários agentes sociais e políticos envolvidos na questão.
o jornalismo ambiental utiliza pouca captação de imagens e não tem espaço nos telejornais devido à cobertura negativa de catástrofes e desastres, que gera desespero e sensação de impotência ao público.
as coberturas profundas e abrangentes implicam prejuízos às organizações, pela alta demanda de recursos técnicos e financeiros, tornando-se inviáveis do ponto de vista jornalístico.
o jornalismo de soluções propõe olhar para o problema de forma otimista e criativa, enquanto o jornalismo ambiental busca destacar o problema e incorpora a crítica ideológica e o ativismo enquanto práticas jornalísticas.