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Laura Marinho Coutinho, no livro Audiovisuais: arte, técnica e linguagem (Brasília: Universidade de Brasília, 2006), fez a seguinte reflexão na página 26: “Vivemos imersos em um mundo de imagens. Se as salas de cinema estão cada vez mais reduzidas aos shoppings centers, ainda que a tendência desses seja a de aumentar, a televisão popularizou o cinema e muitos filmes deixaram as grandes telas para apresentar-se nas telas menores dos inúmeros aparelhos de televisão que estão por toda parte. Por isso mesmo, todas as pessoas que vivem nas cidades têm sua própria experiência com a linguagem audiovisual para relatar. Em algum momento da nossa vida, a linguagem audiovisual nos toca, nos sensibiliza, nos educa”.
Passadas quase duas décadas depois, em termos de atualidades, o audiovisual está representado em que perspectivas de popularização no território brasileiro?
Com a televisão e o cinema ainda fortes e muito populares, principalmente como principais meios midiáticos de consumo.
Com a televisão forte, o cinema em declínio, principalmente porque os conteúdos audiovisuais de ambos estão migrando para as redes sociais, para o streaming e também o impresso, notadamente as revistas.
Com a televisão aberta perdendo audiência, em forte concorrência com o streaming, capitaneado pela Internet, inclusive abarcando o próprio cinema (em outras linguagens, inclusive sob demanda, a exemplo de Netflix, Amazon Prime Vídeo, GloboPlay) e impulsionado pelas redes sociais.
Com a televisão e o cinema nas mesmas importâncias da época em que o texto foi escrito aliadas com os produtos fotográficos atualmente muito fortes em redes sociais como Instagram e TikTok.
Com o streaming, capitaneado pela Internet, inclusive abarcando o próprio cinema (em outras linguagens, inclusive sob demanda, a exemplo de Netflix, Amazon Prime Vídeo, GloboPlay), aliados com o forte consumo de produtos oriundos do rádio e da televisão abertas, com as redes sociais ainda em aspectos secundários do consumo de produtos audiovisuais.