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A partir do advento da tipografia, tornou-se possível reproduzir um número expressivo de cópias. O mercado editorial despontou como um filão a ser explorado e os principais centros urbanos do continente europeu trataram de ter uma tipografia, de preferência sob a égide de um impressor germânico.
Sobre o processo de produção do livro em escala industrial, infere-se que:
a invenção dos tipos móveis para impressão não beneficiou o luteranismo, pois era elevado o índice de analfabetismo no velho continente;
a promulgação do Copyright Act, na Inglaterra, deu mais segurança à nova empresa editorial, uma vez que visava coibir a publicação de reproduções não autorizadas;
a passagem de uma “cultura oral” para uma “cultura de mídia” depauperou o capital da burguesia europeia que, por sua vez, havia aplicado recursos em uma atividade de risco;
a quantidade de obras publicadas acompanhava a qualidade gráfica dos livros, impressos em papel fotográfico e gravuras banhadas em ouro velho;
o custo da fabricação manual do livro era menor se comparado com aquela de tipos móveis, pois o clero católico patrocinava o ofício dos mestres artesãos.