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No livro “Técnicas de Codificação em Jornalismo”, Mário Erbolato afirma que há três sistemas de redação jornalística, em relação à técnica de apresentação: pirâmide invertida, forma literária (pirâmide normal) e sistema misto. Elas se apresentam da seguinte forma:
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pirâmide invertida – entrada, fatos importantes ligados à entrada, pormenores interessantes e detalhes dispensáveis; forma literária – introdução, fatos crescentes de importância, fatos culminantes e desenlace; sistema misto – fatos culminantes (entrada) e narração em ordem cronológica. Esses sistemas são utilizados respectivamente nos seguintes textos jornalísticos:
Notas e notícias; artigos, reportagens e resenhas; suítes.
Notas, notícias e reportagens; artigos, contos e colunas; suítes.
Notas, notícias e reportagens; artigos, crônicas e resenhas; suítes.
Notas, notícias e reportagens; charges, colunas e resenhas; suítes.
Notícias e reportagens; notas, quadrinhos e resenhas; suítes.
A pirâmide invertida é uma técnica de redação originada no jornalismo impresso, cujo objetivo é reunir, no início do texto, as informações mais relevantes sobre o fato e mais atrativas aos olhos do leitor.
Certo
Errado
TEXTO 1
Como a Lupa faz suas checagens? A principal matéria-prima no processo de produção de conteúdo jornalístico são as declarações feitas por atores públicos e as informações potencialmente falsas que circulam em plataformas de redes sociais e em aplicativos de mensagens.
Diariamente, os jornalistas da Lupa observam o que é dito por políticos, líderes sociais e celebridades em jornais, revistas, rádios, programas de TV e na internet. A Lupa se esforça para verificar o grau de veracidade de frases que contenham dados históricos, estatísticos, comparações e informações relativas à legalidade ou à constitucionalidade de um fato.
Por princípio, a Lupa não analisa a intenção de atores públicos ao proferirem informações falsas. Porém, desde janeiro de 2021, a Lupa se reserva o direito de “apontar mentiras”, identificando-as em títulos e textos quando vê repetições de falas equivocadas como parte de um comportamento que busca distorcer o debate público.
AGÊNCIA LUPA. Como a Lupa faz suas checagens? Disponível em: https://lupa.uol.com.br/ institucional/como-fazemos-nossas-checagens. Acesso em: 23 jun. 2022.
TEXTO 2
O fantasma das fake news e o surgimento da indústria de fact-checking (checagem de fatos) são movimentos paralelos na disputa pela credibilidade e pela legitimidade. Ambos reforçam o entendimento de que há uma “verdade factual” objetiva a ser desvelada pela imprensa. Ao recorrer a agências especializadas em fact-checking, o jornalismo transfere a terceiros sua pretensão à posição de guardião da veracidade factual. Ao assumir como uma de suas funções primordiais testar a veracidade do discurso de políticos, o fact-checking sinaliza uma autocrítica involuntária a respeito do jornalismo declaratório, que é o pão cotidiano do ofício. Toda essa situação cria um pesadelo epistemológico, já que, a rigor, não resta qualquer instância de realidade indiscutível na qual ancorar as pretensões de veracidade discursiva. Se o jornalismo profissional não desfruta mais da credibilidade que suas práticas conferiam, se uma parte do público acredita que ele participa de uma conspiração para ocultar a realidade, não há motivo para não julgar que as agências de fact-checking estejam igualmente comprometidas. É essa indeterminação sem fim que define a era da “pós-verdade”.
MIGUEL, L. F. Jornalismo, polarização política e a querela das fake news. Estudos em Jornalismo e Mídia, v. 16, n. 2, p. 46-58, 2019 (adaptado).
Considerando os textos apresentados sobre a emergência e as contradições da chamada era da “pós-verdade”, avalie as afirmações a seguir.
I. Na era da desinformação e das fake news, agências de checagem como a Lupa, vinculadas a grupos da mídia hegemônica, buscam construir um discurso de relegitimação do jornalismo.
II. Ao assumirem o lugar de verificação dos discursos em circulação nas mídias jornalísticas, as agências de checagem de fatos reivindicam para si a credibilidade que elas questionam no jornalismo.
III. Agências especializadas em fact-checking constroem uma vigilância sobre o debate público e possibilitam uma leitura crítica e qualificada das mídias por parte dos públicos.
É correto o que se afirma em
I, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas
II e III, apenas.
I, II e III.
No lide, podem-se usar duas técnicas para apresentar as informações: o nariz de cera ou a pirâmide invertida, sendo o nariz de cera o mais valorizado para os textos noticiosos.
Certo
Errado
Sobre os gêneros jornalísticos, classificados por Marques de Melo e Assis (2016), assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas, para as assertivas a seguir.
( ) O gênero informativo visa à prestação de serviços e ao auxílio na tomada de decisões cotidianas, tais como indicadores, cotação, roteiro e serviços.
( ) O gênero opinativo tem finalidade educativa e esclarecedora, aprofunda e analisa o tema abordado.
( ) O gênero interpretativo visa ao debate de ideias, através de argumentação e posicionamento de uma pessoa ou do veículo, acerca de algum assunto relevante.
( ) O gênero diversional traz para pauta temas mais leves, para entreter, como as histórias de interesse humano.
( ) O gênero utilitário é baseado no factual, primando pela objetividade e imparcialidade no relato dos fatos, tendo como exemplo a entrevista.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – F – F – V.
F – V – V – F – F.
F – F – V – V – F.
F – F – F – V – F.
V – V – F – V – V.
A diferença entre notícia e reportagem está no nível de profundidade e detalhamento de cada uma, sendo a notícia a mais detalhada e de maior profundidade.
Certo
Errado
Sobre o relacionamento da mídia com a fonte, assinale a alternativa INCORRETA.
Antes da existência das assessorias de imprensa, empresas e órgãos públicos importantes tinham os chamados repórteres setorizados, para cobrir os assuntos daquelas instituições.
As assessorias de imprensa profissionalizaram o contato dos jornalistas com suas fontes.
Cabe ao assessor de imprensa treinar o assessorado para dar boas entrevistas na mídia, através do que se chama de mídia training.
As fontes mais confiáveis para os jornalistas são as independentes, que é de quem eles extraem a maior parte das informações.
Assim como o assessor de imprensa, o jornalista de veículo também é um intermediário; ele deve conjugar sua atividade de interesse público com o compromisso com o empregador.
São considerados gêneros opinativos o comentário, a crônica, a entrevista e o release.
Certo
Errado
O gênero editorial registra o posicionamento institucional do veículo e é caracterizado pela impessoalidade, pela topicalidade e pela condensabilidade.
Certo
Errado
Todas as seis perguntas que compõe o lead jornalístico foram respondidas no primeiro parágrafo do texto.
Certo
Errado
A publicação dessa matéria justifica-se com base nos valores-notícia de proximidade, relevância, infração e escândalo.
Certo
Errado
A crônica jornalística, assim como o editorial e a coluna, é um gênero de redação que permite uma carga autoral e subjetiva, sem compromisso com a verdade e a neutralidade.
Certo
Errado
O treinamento de fontes, chamado de mídia training, tem como objetivo capacitar o assessorado para dar boas entrevistas na mídia. Sobre o trabalho de mídia training, assinale a alternativa correta.
O assessor de imprensa deve orientar o cliente a estar sempre disposto a dar entrevistas na mídia, exceto nos momentos de crise, situação em que o melhor a fazer é fugir dos jornalistas.
Uma das regras para uma boa entrevista é explicar em detalhes tudo o que for perguntado, desta forma, ficará mais interessante para quem assistir ou ler.
O bom entrevistado é aquele que escolhe mensagens-chave, para esclarecer, de forma sucinta e precisa, o que for perguntado.
A fonte deve falar pausadamente, com dicção clara e, no caso de ser perguntada sobre um assunto ou informação que desconheça, é aconselhável criar uma explicação que pareça convincente ao jornalista.
Se a entrevista for na TV, o entrevistado deve vestir-se de forma elegante e discreta, decorar o nome do jornalista que fará a entrevista e mostrar-se amigo dele, para dar um clima de descontração e improviso à conversa.
Na mídia digital, a redação da notícia pode fazer uso de hiperlinks, sobretudo para atender os níveis de contextualização e de exploração do tema, permitindo, assim, uma leitura não linear.
Certo
Errado
A linha editorial de um veículo não é considerada na fase inicial de seleção de pautas, ficando a cargo dos processos de edição, antes da publicação, verificar se o conteúdo está de acordo com as políticas da empresa de comunicação.
Certo
Errado
Hoje em dia, as mensagens comerciais na Internet são mais interruptivas e mais invasivas do que as mídias convencionais.
Certo
Errado
Os podcasts são arquivos de áudio em formato MP4, disponíveis de graça online e acompanhados de blogs escritos.
Certo
Errado
As taxas de cliques nos anúncios de banner das empresas B2B são menores que as das empresas B2C.
Certo
Errado
A reportagem pode ser considerada como um gênero híbrido, pois carrega elementos informativos, opinativos e interpretativos, por meio de uma apuração de fôlego e de um relato abrangente.
Certo
Errado
As atividades jornalísticas são uma exceção à aplicabilidade da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) (art. 4º, II, “a”), isto é, a regulamentação da proteção de dados pessoais não pode ser usada como forma de censura ou limitação do exercício da liberdade de imprensa.
CHAVES, R. et al. Jornalismo e proteção de dados pessoais: a liberdade de expressão, informação e comunicação como fundamentos da LGPD. São Paulo: Abraji, 2022 (adaptado).
“Art. 5º Para os fins desta Lei [LGPD], considera-se: II - dado pessoal sensível: dado pessoal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural.”
BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Diário Oficial da União.
Considerando os textos apresentados, avalie as afirmações a seguir.
I. A publicação de dados bancários de suspeitos de fraude configura violação da LGPD, por serem classificados como dados sensíveis.
II. A publicação de informações reveladas sem o consentimento de pacientes em hospitais configura violação da LGPD.
III. A aplicabilidade da LGPD ao jornalismo contribui para proteger o profissional e a fonte.
É correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.