

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
"A atravessar uma crise sem precedentes, o jornalismo vive desassossegado porque a inteligência artificial, uma ferramenta do presente, poderá futuramente transformar-se num risco ao emprego humano devido à sua vertente generativa. A possibilidade de ter algoritmos a produzir informação jornalística tornou-se apelativa para as empresas, pelo que a ameaça ao trabalho dos jornalistas é real. Mas será que os algoritmos podem substituir os humanos numa profissão com a especificidade do jornalismo? Haverá razões para tanto desassossego?"
Com base nas reflexões de João Canavilhas (2025), publicadas recentemente no artigo "Visualização de Tecnologia do Desassossego: o jornalismo humano deve sentir-se ameaçado pela Inteligência Artificial?", sobre o impacto da inteligência artificial no jornalismo, é correto afirmar que:
Os textos gerados por IA, por serem livres de subjetividade humana, garantem maior neutralidade, portanto, dispensam supervisão jornalística.
Apesar da IA ser eficaz na coleta e processamento de dados, o jornalismo humano ainda se destaca pela criatividade, empatia, capacidade interpretativa e compromisso ético com a qualidade e contextualização da informação.
A produção de notícias por IA é amplamente preferida pelos consumidores, por apresentar sempre maior clareza e adequação sociocultural em seus textos.
O jornalismo feito por humanos está sendo progressivamente substituído pela IA, que apresenta melhor desempenho em todas as fases do processo noticioso.
A IA tem provado ser superior ao jornalismo humano por gerar narrativas inovadoras e altamente criativas tanto no campo textual quanto no visual.
Jornalistas especializados em saúde procuraram o CRM para comentar sobre a falta de médicos e sobre a superlotação em hospitais da rede pública.
Com base nessa situação hipotética e considerando que se deve manter um relacionamento ético e produtivo com esses profissionais, o assessor deve
fornecer apenas dados estatísticos gerais, evitando qualquer análise ou contextualização que possa gerar polêmica.
disponibilizar informações técnicas contextualizadas, indicar fontes qualificadas e respeitar os prazos jornalísticos dos veículos.
solicitar sempre a prévia aprovação de todas as matérias antes da publicação, para que se evitem distorções das informações.
estabelecer relacionamento preferencial com veículos que historicamente fazem cobertura favorável ao Conselho.
limitar o atendimento apenas aos grandes veículos de comunicação, desconsiderando blogs e mídias digitais especializadas,
São classificados como jornalismo opinativo os seguintes gêneros, EXCETO:
Comentário.
Resenha.
Carta.
Coluna.
Perfil.
A nota coberta é um formato de veiculação de notícia no telejornalismo, geralmente lida pelo apresentador no estúdio e acompanhada por imagens que ilustram a notícia.
Certo
Errado
Iniciativas como a Aliança Global pela Alfabetização Midiática e Informacional contribuem para o combate à disseminação de fake news nas redes sociais.
Certo
Errado
Na redação de um texto para a Internet, o lide deve ser produzido a partir de técnicas e estilos comuns entre os vários veículos.
Certo
Errado
A fidelidade aos fatos e a busca pela imparcialidade são elementos da prática fotojornalística.
Certo
Errado
A era da informação, marcada pela internet, redes sociais e inteligência artificial, impôs ao jornalismo uma série de transformações e dilemas éticos profundos. A velocidade da disseminação de informações (e desinformações), a crise do modelo de negócios tradicional baseado em publicidade, e a pressão por engajamento (cliques) tensionam os valores clássicos da profissão, como a apuração rigorosa, a checagem de fatos e a objetividade. O jornalista contemporâneo precisa navegar entre a necessidade de agilidade digital e a responsabilidade ética da mediação jornalística. Sobre os dilemas éticos do jornalismo na era da informação, assinale a alternativa correta.
O jornalismo digital resolveu os dilemas éticos da profissão, pois a capacidade de interação direta com o público (comentários e redes sociais) permite uma retificação imediata de erros, tornando a apuração prévia menos necessária.
A velocidade exigida pelas plataformas digitais e a competição com a desinformação criam um dilema ético entre a necessidade de ser o primeiro a noticiar (o 'furo') e o dever de checar rigorosamente a veracidade da informação antes da publicação.
Na era da informação, o principal dilema ético do jornalista é a sua relação com as fontes, pois o Código de Ética passou a proibir o sigilo da fonte em reportagens publicadas na internet.
O uso de Inteligência Artificial na produção de notícias é considerado eticamente neutro, pois as ferramentas tecnológicas eliminam completamente o viés humano e os erros de apuração, não apresentando novos dilemas à profissão.
Embora as narrativas jornalísticas contemporâneas, especialmente no ambiente digital, tenham experimentado novas formas de estruturação, como a pirâmide invertida (inverted pyramid inverted) ou o modelo 'Lego', a técnica clássica do lide (lead) permanece como a pedra angular da construção da notícia factual (hard news). Esta técnica, intrinsecamente ligada ao modelo da pirâmide invertida, visa otimizar a apreensão da informação pelo leitor em um curto espaço de tempo, entregando o essencial logo no primeiro parágrafo. A sua correta elaboração é crucial para a eficácia comunicativa do texto, exigindo do jornalista a capacidade de síntese e hierarquização imediata dos fatos apurados. Considerando a estrutura clássica do lide no jornalismo informativo, assinale a alternativa que descreve corretamente seus componentes essenciais.
O lide deve focar exclusivamente no 'O quê' e no 'Quem', deixando obrigatoriamente as demais questões (Como, Onde, Quando, Por quê) para serem desenvolvidas no sub-lide ou no corpo do texto, a fim de criar suspense.
O lide clássico busca responder, de forma sucinta e direta, às seis questões fundamentais do jornalismo (5W1H): O quê (What), Quem (Who), Quando (When), Onde (Where), Como (How) e Por quê (Why), priorizando as informações mais relevantes no primeiro parágrafo.
A estrutura do lide exige que o 'Por quê' (a causa) e o 'Como' (o modo) sejam sempre priorizados e respondidos antes do 'O quê' (o fato), pois representam os elementos de maior impacto analítico, mesmo em notícias factuais.
O lide contemporâneo abandonou completamente as seis questões clássicas (5W1H) em favor de uma abertura puramente opinativa ou uma citação de efeito, sendo a pirâmide invertida considerada uma técnica obsoleta no jornalismo digital.
O release jornalístico é um texto informativo produzido por organizações para divulgar fatos, eventos ou novidades à imprensa, servindo como base para que os veículos transformem o conteúdo em notícia. A partir dessa informação, é correto afirmar que esse documento deve
ter linguagem publicitária e apelativa.
ser estruturado de forma informativa, com dados e fontes verificáveis.
apresentar apenas opiniões da assessoria.
ser redigido de forma informal e sem título.
focar em conteúdo opinativo.
A cláusula de consciência é um direito do jornalista, que permite ao profissional se recusar a executar tarefas em desacordo com os princípios do Código de Ética. Embasado nessa cláusula o jornalista pode se recusar a
ouvir e de divulgar informações sobre fontes com opiniões divergentes das suas, restringindo o debate sobre temas de interesse público;
informar claramente à sociedade quando suas matérias tiverem caráter publicitário ou decorrerem de patrocínios ou promoções;
informar ao público manipulações através de recursos como fotomontagem, edição de imagem e reconstituição de áudio;
promover a retificação das informações que se revelem falsas ou inexatas em matérias de sua autoria ou por cuja publicação foi o responsável;
aceitar trabalho remunerado em desacordo com o piso salarial, trabalhando por mais tempo que a carga horária legal da profissão.
O lide jornalístico, por ser estruturado no início do texto, restringe-se aos meios de comunicação em formato escrito, independentemente da plataforma de divulgação.
Certo
Errado
Julgue os itens seguintes, a respeito da divulgação jornalística nos meios de comunicação.
Como as tecnologias permeiam a vida cotidiana, abrangendo diversas áreas do mercado e do entretenimento, o jornalista deve transmitir conteúdos a elas relacionados de forma clara e acessível, tanto com base na opinião de especialistas quanto em conformidade com os anseios do público.
Certo
Errado
Para o professor Felipe Pena (2005), “uma singularidade muito forte do lide é o tratamento estilístico que recebe: os dados são apresentados numa articulação tal que ao leitor resta ir até o fim, sem qualquer convite à pausa”. Sendo assim, o lide classicamente exerce uma série de funções no relato jornalístico, à exceção de uma. Assinale-a.
Apresentar detalhes acessórios e que reflitam a opinião do repórter em relação ao acontecimento.
Informar o que se sabe de mais recente sobre um acontecimento.
Provocar no leitor o desejo de ler o restante da matéria.
Apresentar lugares e pessoas de importância para entendimento dos fatos.
Articular de forma racional os elementos mais relevantes que constituem o acontecimento.
Apesar de existirem diferenças muito marcantes entre o tipo de imprensa que se desenvolveu na Europa e nos Estados Unidos, houve a tendência geral de os jornais se tornarem mais informativos, de se centrarem mais na narração dos fatos, sem tentar explicá-los ou comentá-los.
(Adaptado de: RIBEIRO, Ana Paula Goulart. Jornalismo, literatura e política: a modernização da imprensa carioca nos anos 1950. Revista Estudos Históricos, 2003)
Essa tendência foi mais forte na imprensa norte-americana, na qual, a partir dos anos 1920, começou a se desenvolver o conceito de
objetividade.
pirâmide invertida.
new journalism.
jornalismo interpretativo.
construção social da realidade.
Os títulos jornalísticos desempenham um papel crucial na comunicação, adaptando-se ao tipo de veículo e ao público-alvo para atrair a atenção e resumir o conteúdo. Com base nas características dos títulos no jornalismo, é correto afirmar que
os títulos de notícias devem evitar verbos para garantir maior concisão, independentemente do tipo de publicação.
os títulos de reportagens podem adotar linguagem informal ou criativa, desde que reflitam o tom e o público do veículo.
o título de uma notícia deve conter todas as informações do lead para evitar redundâncias no texto principal.
a reportagem é um gênero que admite apenas o título informal, sem verbo.
no título jornalístico deve-se evitar o uso de qualquer pontuação.
Nos últimos anos, os editores têm criado equipes para produzir conteúdo financiado por marcas ou outras fontes, resultando em uma mistura entre o editorial e a publicidade. O jornalismo de marca é concebido como uma prática que emprega técnicas, ferramentas e, frequentemente, valores e formatos jornalísticos para ganhar a confiança dos consumidores e consolidar a relação entre a marca e o público. Sobre essa prática, assinale a alternativa correta.
Um dos objetivos do branded content é capitalizar o prestígio jornalístico, usando a reputação do veículo para aumentar a eficácia da marca no contexto comercial.
O jornalismo de marca não compromete a percepção da independência editorial do veículo.
Os estúdios de elaboração de jornalismo de marca possuem estruturas muito diferentes das redações, não havendo necessidade de reuniões de pauta e equipes dedicadas à apuração.
De acordo com os princípios éticos jornalísticos, não é necessário identificar para o público o conteúdo de jornalismo de marca pois trata-se de prática jornalística.
O jornalismo de marca não prioriza o enquadramento positivo a produtos, tampouco constrói narrativas favoráveis às marcas patrocinadoras, pois baseia-se nos critérios de noticiabilidade jornalísticos.
De acordo com Nilson Lage (1986, p. 18), o jornalismo precisa “de conceito de linguagem mais amplo, que não se refira apenas a uma língua, mas a grande variedade delas; e que se relacione com disciplina mais abrangente do que a Linguística, capaz de abarcar a totalidade dos sistemas simbólicos. Esta disciplina foi chamada, no início do século XX, de Semiologia pelo linguista suíço Ferdinand de Saussure (1857-1913), e de Semiótica, pelo matemático e lógico Charles Sanders Peirce (1839- 1914), fundador do pragmatismo americano.”.
Com base no texto, quanto à linguagem jornalística e aos veículos de comunicação, assinale a alternativa INCORRETA.
Como a informação da notícia é o mais importante no telejornalismo, as vestimentas e expressões dos apresentadores pouco importam na comunicação com o telespectador.
No rádio, junto ao texto, a linguagem é formada também pelas pausas e entonação das palavras feitas pelo locutor e pela sonoplastia.
Nos veículos impressos, a linguagem usada para a comunicação com o leitor é feita pelo layout, capa, fontes, fotos e espaço que a matéria ocupa nas páginas.
Os vídeos apresentados no telejornalismo devem estar em harmonia com o texto.
Sobre o combate à desinformação, genericamente também chamada de fake news, assinale a alternativa INCORRETA.
A grande mídia, as agências de checagem e as ações de educação midiática realizam trabalho contínuo para combater às fake news.
A desinformação surge de forma natural, como forma de protesto da sociedade contra as notícias duvidosas divulgadas pela mídia.
Ao se apropriar do formato jornalístico para aparentar ser uma notícia, as fake news tanto desinformam quanto contribuem para o descrédito do jornalismo.
Não se pode confundir fake news com informações falsas ou imprecisas publicadas por jornalistas devido à falta de apuração ou de equívocos no processo de apuração, sem que o profissional tenha consciência da falsidade, com aquelas informações construídas deliberadamente de maneira fraudulenta.
O ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, morreu em 13 de maio de 2025, aos 89 anos. O político estava em cuidados paliativos após suspender o tratamento de um câncer no esôfago. Sua morte teve muita repercussão mundial, com ampla cobertura midiática. Se o acontecimento for analisado pelos critérios dos “valores-notícia”, determinados por Nélson Traquina (2020), para transformar um fato em notícia, então o critério que NÃO se adequa à razão da ampla cobertura jornalística para o falecimento de uma das principais lideranças da América Latina é:
Notoriedade.
Escândalo.
Relevância.
Notabilidade.