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O esquema clássico de organização da redação no noticiário jornalístico, a chamada "pirâmide invertida", consiste em um texto que apresenta em seqüência:
os fatos culminantes, a narração em ordem cronológica, os pormenores interessantes e o desfecho.
os fatos culminantes, os fatos importantes, os pormenores interessantes e os detalhes dispensáveis.
a introdução do acontecimento, a descrição dos fatos, os detalhes interessantes e a conclusão.
o resumo da notícia, a descrição mais minuciosa, os pormenores interessantes e o desfecho.
os detalhes da introdução, os fatos de crescente importância que criam suspense, os fatos culminantes e o desfecho.
Com base no texto acima, assinale que situação, no dia-a-dia do jornalismo, NÃO pode ser tomada como uso ritual e estratégico da objetividade, como a define Tuchman.
As páginas de opinião dos jornais pautam-se pelo pluralismo liberal (KUNCZIK, M. Conceitos de jornalismo: norte e sul. São Paulo: Edusp, 1997). Ou seja, publicam opiniões diversas para promover o debate público. Ao fazer isso, o jornal aparenta estar isento em relação às opiniões que divulga. No entanto, mantém para si o papel de editar as opiniões, não alterando os textos enviados, mas demandando-os e atribuindo o momento e o espaço em que serão publicados. Ou seja, a página de opinião manifesta, sobretudo, a opinião do jornal, mas é usada como ritual estratégico de defesa da sua objetividade.
A cobertura econômica tem um grande desafio: traduzir, em termos acessíveis, os acontecimentos de um campo social bastante hermético. Por vezes, o jornalismo econômico lida com cifras que, de tão altas, são desprovidas de sentido para grande parte da população. Nesses casos, tenta, algumas vezes, converter os valores em referências conhecidas, como número de cestas básicas, normalmente para dar a dimensão gigantesca do valor. Em outras ocasiões, cita a informação com extrema precisão e repete o procedimento ao longo da matéria. Nesses casos, a precisão de informações atua como uma garantia de que o trabalho de apuração foi acurado. Ou seja, tem como principal função garantir a precisão do texto, produzir um efeito de sentido. É um ritual de defesa prévia das críticas.
Numa situação hipotética, um jornalista é designado para cobrir uma manifestação de um grupo pelo qual simpatiza. Para veicular as opiniões do grupo, sem, no entanto, ser acusado de parcial, ele faz uso vasto das aspas. Reporta, assim, a opinião com a qual concorda, mas não se compromete. Dessa forma, usa um instrumento usual de citação do jornalismo como recurso estratégico para defender a sua objetividade.
As informações, num texto jornalístico, são hierarquizadas. Ou seja, o primeiro parágrafo, além de responder algumas perguntas fundamentais, ainda traz a informação mais importante. Essa forma usual de organizar o texto jornalístico, evidenciando uma pesquisa e seleção de dados, é uma proteção prévia contra as críticas. Ou seja, se está organizado assim é por que a informação é relevante. Logo, sua publicação segue critérios objetivos que não podem ser criticados
Na posse do prefeito José Serra (PSDB), em São Paulo, houve uma intensa discussão com a ex-prefeita Marta Suplicy (PT). O prefeito empossado alegava que a sua antecessora não havia deixado recursos para pagar uma dívida com a União. Segundo a assessoria de Marta, o recurso existia, de um repasse legal do governo de São Paulo, também do PSDB, que, no entanto, havia sido depositado em juízo. Nesse caso, o jornalismo da Globo ouviu as duas versões e as divulgou. Manteve o tom de bate-boca, sem, porém, checar nenhuma informação. Ou seja, usou como ritual de defesa a divulgação de versões contraditórias, sem checar a veracidade das declarações
Sobre texto jornalístico, é correto afirmar:
Informações não checadas podem ser publicadas, mas devem estar entre aspas.
A estrutura obedece a uma lógica argumentativa. Ou seja, deve, sobretudo, convencer o leitor do que afirma.
O texto jornalístico tem sempre lead e sublead, que é uma invenção brasileira na assimilação da técnica jornalística americana.
O texto segue uma organização hierárquica, dispondo as informações mais importantes no início.
As pessoas citadas devem ser referidas pelo sobrenome, por razões legais, para evitar a atribuição a outrem de possíveis crimes como calúnia, injúria e difamação.
Considere os títulos abaixo e identifique quais deles NÃO são adequados, segundo os princípios jornalísticos da precisão, clareza e independência.
1 e 3 apenas.
1 e 5 apenas.
2 e 4 apenas.
2 e 5 apenas.
3 e 4 apenas.
A linguagem jornalística exige determinadas regras de redação para que um veículo apresente um texto noticioso uniformizado e homogêneo, o que se evidencia até mesmo em pequenos detalhes. As siglas, por exemplo, embora devam ter uso restrito e ter seu significado escrito por extenso logo a pós a primeira menção, devem ser grafadas em conformidade com as normas adotadas pelos jornais impressos. Assinale a alternativa na qual todas as siglas estão grafadas de acordo com esse entendimento.
UFPr, CIA, ONU
EMATER, BB, USP
S.B.P.C., Unesco, Petrobrás
O.N.U., CNPq, DNER
UFRJ, Unicamp, FMI
Um lead de jornal impresso deve procurar o inusitado e dar tom emocional à matéria, pois, caso contrário, o leitor pode desinteressar-se já no início da matéria e desistir da leitura.
A matéria está disposta em fonte serifada, endentado, em três colunas, justificado.
Um dos vícios mais comuns dos textos dos jornais, revistas, rádios e televisões é o uso inadequado do verbo colocar. Qual é o seu emprego correto?
Colocar os sapatos.
Colocar os trilhos.
Colocar fogo.
Colocar manteiga.
Colocar no lugar.
O título da matéria apresenta três elementos relevantes da notícia: onde (Brasília); quem (empresários argentinos); e o quê (“dirão que...”).
O último parágrafo do texto é reservado à análise da notícia, pois apresenta comentários do editor.
A expressão “dar um duro recado” (l.3) é um exemplo de adequação da linguagem jornalística.
O processo de cobertura de matérias jornalísticas não pode ser considerado como um filtro que interfere na produção jornalística, tendo em vista que é impossível cobrir todos os acontecimentos.
O sentido correto do verbo acontecer, freqüentemente usado nos jornais, rádios e TVs de modo equivocado, é:
realizar-se algum fato inesperadamente
programar algo para o dia seguinte.
indicar uma festa ou comemoração.
indicar sucesso de uma obra musical.
indicar um jogo programado na tabela.
O destaque dado, nas notícias e reportagens, a personagens que expressam sua opinião e oferecem depoimentos é um exemplo de valorização do particular, ou seja, cada notícia refere-se a um caso concreto e específico.