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Leia os trechos a seguir:
I - “Os holandeses, dominando a área mais rica da colônia, no século XVII, introduziram no Brasil alguns elementos característicos da atividade burguesa, de que foram pioneiros. Não a imprensa, porém. Apesar de lhe terem dado singular desenvolvimento, na área metropolitana, na proporção do avanço de sua burguesia, não se empenharam em trazer ao seu novo domínio americano a arte tipográfica”.
II - “Quando surgiram as iniciativas isoladas, no século XVIII, o papel das autoridades coloniais foi importante. Elas não decorreram, assim, de imposição social, mas de esforços isolados. Nem estes, entretanto, permitiu a metrópole que surgissem, liquidando-os no nascedouro”.
III - “Antônio Isidoro da Fonseca, antigo opressor em Lisboa, transferiu-se à colônia, trazendo na bagagem o material tipográfico com que montou no Rio pequena oficina. Chegou a pô-la em atividade, pois imprimiu alguns trabalhos, entre os quais se destaca a Relação da Entrada do bispo Antônio Desterro, redigida por Luís Antônio Rosado da Cunha, com dezessete páginas de texto”.
IV – “O nome de Antonio Isidoro da Fonseca tem o interesse de fixar as dificuldades, mais do que as realizações da imprensa, na colônia. Coube-lhe, de qualquer maneira, a prioridade: a Relação da Entrada foi o primeiro folheto impresso no Brasil.”
Sobre a abordagem apresentada nos trechos acima, é correto afirmar:
As dificuldades encontradas para firmar o conceito de imprensa no período colonial se devem à diferença de idioma entre o holandês e o português, vigentes no Nordeste do Brasil.
O fato de a primeira publicação impressa ter sido feita para um bispo no período colonial evidencia a ligação estreita que a imprensa e a Igreja mantêm até os dias de hoje.
O fato de a Relação de Entrada ter sido publicada mostra que a Corte de Portugal não agia para impedir que publicações fossem feitas, apenas advertia os governadores submetidos à ordem do Reino a não fazê-lo.
O fato de haver escravos no período colonial reforçava a facilidade de instalar a imprensa no Brasil por causa da força de trabalho sem custos.
A imprensa surgiu apenas com permissão e iniciativa oficiais de Portugal com a chegada da Corte de D. João ao Brasil, por meio de ato real expedido em maio de 1808.