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Ao se produzir uma notícia deve-se ter em conta não apenas uma orientação em relação ao acontecimento, mas também uma orientação em relação ao receptor. Tal orientação para o receptor é o modo de endereçamento e é ele, em boa medida, que provê grande parte do apelo de um programa para os telespectadores (Cf. Hartley, 2001. p. 88). O modo de endereçamento, em Hartley, se refere ao tom de um telejornal, àquilo que o distingue dos demais e nessa perspectiva, portanto, o conceito nos leva não apenas à imagem da audiência, mas ao estilo, às especificidades de um determinado programa. A análise de programas jornalísticos televisivos deve considerar os elementos que configuram os dispositivos propriamente semióticos da TV, os recursos da linguagem televisiva - os recursos de filmagem, edição e montagem de imagem e de som empregados pelos programas jornalísticos - e os recursos propriamente verbais. Formam o conjunto dos recursos que, para além de credibilidade, dão agilidade e ajudam a construir a identidade dos programas e das emissoras:
gravação ao vivo, as simulações, bem como infográficos, mapas do tempo, vinhetas, telões e cenários virtuais.
dispositivos de captação/reprodução de imagens, produtos culturais, linguagem audiovisual e rotina produtiva.
estratégias produtivas e comunicativas, tecnologias digitais e lógica dialética.
formato do produto, simuladores de imagens e lógica paradoxal.
conteúdo previamente fixado, fotogramas, pautas, forma de transmissão e coerência narrativa.