Prova:
FCC - TRT 3 - Analista Judiciário - Área Judiciária - Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2015
Determinada empresa pública municipal contratou empregados, sob o regime celetista, sem concurso público. A grande maioria
dos empregados foi cedida à Administração direta, que, sempre que dispunha de recursos, providenciava o pagamento dos
salários, desonerando a empresa pública. Essa situação perdurou por anos, até que um dos empregados ajuizou reclamação
trabalhista contra o Município, trazendo à tona o vínculo empregatício, o que motivou comunicação ao Ministério Público que,
sem prejuízo de outras providências adotadas, ajuizou ação de improbidade contra o Prefeito e representantes legais da
empresa pública. Considerando os tipos de atos de improbidade legalmente previstos, a conduta
A
das autoridades e a dos administradores da empresa envolvidos configuram ato de improbidade que atenta contra os
princípios da Administração, diante da contratação sem concurso público e da demonstração de dolo, respondendo
solidariamente, embora prescindível a ocorrência de danos.
B
do Prefeito não se enquadra em nenhuma das hipóteses, porque embora tenha participado do planejamento da solução
para suprir a deficiência de servidores na Administração direta, a contratação sem concurso público foi feita pela empresa
pública, de modo que somente os representantes legais da mesma podem ser responsabilizados.
C
do Prefeito absorve as irregularidades praticadas pelos administradores da empresa, em razão do vínculo hierárquico e de
subordinação, e, em razão do dolo comprovado, configura ato de improbidade que causa prejuízo ao erário.
D
dos administradores da empresa e a do Prefeito configuram ato de improbidade que causa lesão ao erário, admitida a
modalidade culposa, sendo prescindível a demonstração da ocorrência de prejuízo.
E
dos gestores públicos e a dos administradores da empresa podem configurar ato de improbidade que atenta contra os
princípios da Administração, independentemente da demonstração de dolo, respeitada responsabilização subsidiária
conforme a gradação da culpa.