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A tabela a seguir mostra a evolução do saldo da Balança Comercial brasileira no período de 1994 a 2008:
Ano | Balança Comercial (FOB) (US$ milhões) |
1994 | +10.466 |
1995 | -3.466 |
1996 | -5.599 |
1997 | -6.753 |
1998 | -6.575 |
1999 | -1.199 |
2000 | -698 |
2001 | +2.650 |
2002 | +13.121 |
2003 | +24.794 |
2004 | +33.641 |
2005 | +44.703 |
2006 | +46.457 |
2007 | +40.032 |
2008 | +24.746 |
A esse respeito é correto afirmar que
o déficit comercial observado no período do primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso é consequência da sobrevalorização do real frente ao dólar americano.
não há relação entre o saldo comercial e a taxa de câmbio, posto que em 1999 houve déficit comercial, apesar da maxidesvalorização do real frente ao dólar americano.
como o saldo comercial no governo Luiz Inácio Lula da Silva tem se mostrado positivo, conclui-se que o governo obteve superávit em suas contas.
os expressivos superávits comerciais observados entre 2003 e 2007 são explicados, em grande medida, pela retração das importações brasileiras, dado que já havia se encerrado o ciclo de substituição de importações.
os dados confirmam que a elasticidade-juros do saldo comercial do país é positiva e elevada.
Na gestão Palloci-Meirelles, ocorreu um aumento substancial do deficit do setor público, em seu conceito primário, o que elevou, significativamente, a dívida líquida do setor público.
O fato de que no Brasil — contrariamente à maioria dos países — o gasto previdenciário em percentagem do PIB excede a proporção de pessoas idosas explica-se, em parte, pelos elevados gastos per capita do setor público com inativos e pelo crescimento da participação das mulheres no mercado de trabalho.
Certo
Errado
Em uma economia aberta, se a poupança for superior ao investimento, então, o deficit público é exatamente compensado pelo superavit na balança comercial.
Taxas de juros mais elevadas, por aumentarem as despesas financeiras relativas à dívida pública, contribuem para expandir o deficit primário do setor público.
No longo prazo, aumentos dos deficits públicos elevam as taxas de juros e depreciam a moeda nacional, contribuindo, assim, para a expansão das exportações líquidas da economia nacional.
No início da década de 2000, as contas do governo vinham-se demonstrando insustentáveis. A resistência do setor em corrigir essa questão alimenta o déficit público, cujas necessidades de financiamento pressionam os juros que, por sua vez, realimentam as despesas financeiras e o déficit. Esse ciclo tem produzido como conseqüência:
Melhora na distribuição de renda e riqueza.
Estabilidade cambial.
Redução da estrutura de taxas de juros no segmento livre do mercado de empréstimos, dado o peso do setor governamental e de suas expressivas necessidades de financiamento.
Necessidade de redução gradual da carga tributária.
Melhoria na infra-estrutura produtiva mantida pelo setor público.
Normalmente, países subdesenvolvidos possuem grandes níveis de deficit e de dívida públicos.
Quando se afirma que, no cálculo do superavit primário, excluem-se os juros da dívida, quer-se dizer que estão sendo considerados, no cômputo das despesas atuais, os efeitos que os deficits anteriores provocaram nas contas públicas.
Dívidas públicas elevadas exigem deficit fiscal menor para manter a razão dívida/PIB constante, garantindo, assim, a sustentabilidade da dívida pública.
No pós Plano Real, o desequilíbrio do setor público decorre, sobretudo, dos elevados déficits primários do governo federal.
Em relação às definições e fontes de financiamento do déficit público, é correto afirmar:
As únicas fontes de recursos para o financiamento do déficit são os aumentos da base monetária e da dívida interna pública.
Na ótica da Contabilidade Nacional, o déficit público nominal corresponde à diferença entre o investimento total da economia e o superávit do governo em conta corrente.
No cálculo do déficit público, em qualquer de suas definições, não são computadas as despesas financeiras do setor público.
O déficit público primário é obtido deduzindo-se o valor dos juros reais e das atualizações monetárias da dívida pública interna e externa do déficit público nominal.
O aumento da base monetária é considerado uma boa fonte de recursos para financiamento do déficit público porque aumenta a liquidez da economia sem provocar pressões inflacionárias.
É uma medida que reduz o déficit primário do setor público:
empréstimo tomado por antecipação da receita orçamentária.
aumento da base monetária.
construção de pontes e viadutos.
redução da taxa de juros incidente sobre a dívida pública.
alienação de bens imóveis do setor público.
O deficit público primário é igual ao deficit total ou nominal excluídas as correções monetária e cambial e os juros reais da dívida contraída anteriormente.
O conceito de deficit primário se altera quando da postergação de dívidas do governo, porque inclui os efeitos da inflação e o pagamento dos juros resultante do endividamento do setor público.
Seja G o total de gastos não-financeiros do Governo, T o total da arrecadação não-financeira do Governo, B o estoque da dívida pública, i a taxa nominal de juros, r a taxa real de juros, Dn o déficit nominal, Do o déficit operacional e S o superávit primário. Pode-se afirmar que
S = G - T
S = G + rB
Do = - S + rB
Dn = G - T + rB
Dn = G + iB
Em uma economia aberta, o excesso de poupança privada (S) sobre o investimento (S-I) corresponde ao superavit do balanço comercial acrescido do deficit público.
Um governo que se defronta com uma situação de deficit poderia financiá-lo através da monetização da dívida, que é a emissão monetária pelo banco central.
A existência de um deficit primário é incompatível com a constância da relação dívida/PIB, particularmente quando as taxas de juros são muito baixas.
Certo
Errado