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A queda da desigualdade observada após a estabilização da economia deve ser creditada à redução da volatilidade dos ganhos e não deve ser vista como uma redução permanente da desigualdade.
Em relação ao endividamento externo, na década de 90 do século passado, predominavam as captações privadas. Somente no final dessa década começou a haver uma reversão dessa tendência, com a ampliação da participação do setor público na dívida externa total.
Apesar do sucesso do Plano Real, a estabilização monetária foi acompanhada por uma aguda crise financeira dos estados. Explica-se a deterioração das contas estaduais a partir de 1995 pelo fato de
a estabilização monetária ter provocado uma redução na atividade econômica afetando a arrecadação dos estados.
a redução das taxas de inflação ter gerado redução momentânea da taxa de juros, estimulando o endividamento dos governos estaduais.
a rápida redução da inflação só ter sido conseguida através da elevação da taxa básica de juros por parte do governo federal, o que elevou o custo das dívidas estaduais contraídas antes do Plano Real.
o sucesso do Plano Real ter gerado aumento da atividade econômica resultando em forte pressão por elevação do gasto dos governos estaduais em obras de infra-estrutura.
os estados terem continuado a concessão de reajustes salariais ao funcionalismo com base na inflação passada na expectativa de que o retorno da inflação desvalorizaria as despesas públicas enquanto as receitas continuariam indexadas.
Pode ser considerado como fator de sucesso do Plano Real, exceto:
elevação da concorrência tendo em vista o processo de abertura comercial.
eliminação da desindexação da economia.
melhora das expectativas quanto ao sucesso do Plano nos primeiros anos.
queda na taxa de câmbio tendo em vista a grande entrada de divisas nos primeiros anos de estabilização pós-real.
redução dos preços dos bens denominados nãocomercializáveis logo após a implantação do Plano Real, tendo em vista a valorização do real frente ao dólar.
No setor de bens não comercializáveis a precariedade da âncora cambial, adotada no âmbito do Plano Real, tornou-se mais evidente em virtude de os produtos nele produzidos não enfrentarem a competitividade externa.
O Plano Real, embora tenha obtido importante vitória sobre uma inflação descontrolada, não conseguiu promover o fim da concentração de renda e dos elevados contrastes sociais.
A partir de 1990, o governo federal passou a controlar, diretamente, uma maior parcela dos recursos públicos, facilitando, assim, a tarefa de estabilizar a economia.
O programa de privatização brasileiro visava, por meio da venda dos ativos produtivos do setor público, gerar recursos que seriam destinados à redução do estoque da dívida pública.
De acordo com a Exposição de Motivos da Medida Provisória do Plano Real (E.M. Interministerial no 205/MF/SEPLAN/MJ/MTb/MPS/MS/SAF, de 30 de junho de 1994), constitui etapa de implantação do Programa de Estabilização Econômica:
a implantação de um programa de privatização das empresas estatais.
o estabelecimento do equilíbrio das contas do governo, com o objetivo de eliminar a principal causa da inflação brasileira.
a continuidade do processo de abertura comercial da economia brasileira.
estímulo às exportações tendo como objetivo a manutenção da estabilidade cambial.
criação do regime de "bandas cambiais".
Ocorreu um declínio relativo, de forma expressiva, na participação relativa dos trabalhadores autônomos ou por conta própria, em relação ao total dos trabalhadores.
No período de 1995 a 1998, a crise dos estados deveu-se unicamente à Lei Kandir, já que, desde o início dos anos 80, os gastos com pessoal — ativos e inativos — tinham sido equacionados e, por isso, não pressionavam o orçamento das unidades da federação.
No Brasil, o processo de privatização é parte do projeto de reformulação do papel estatal na economia; nesse projeto, o Estado produtor é substituído pelo Estado regulador.
Em relação ao Plano Real é correto afirmar que
estava baseado na idéia de que havia excesso de liquidez e que era preciso enxugar os ativos líquidos da economia
depois da crise do México o governo brasileiro diminuiu as taxas de juros como forma de estimular o consumo e o crescimento econômico
o Fundo Social de Emergência contribuiu para a ampliação do déficit público federal
a valorização cambial ocorrida depois da implementação do plano contribuiu para a estabilidade dos preços
provocou um significativo aumento na formação bruta de capital fixo da economia na segunda metade dos anos 90