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A consulta com um profissional de saúde, antes da decisão da mulher que pretende engravidar, é importante para identificar e controlar morbidades ou complicações clínicas maternas prévias. Nesse momento, o profissional deverá ter conhecimento, para conversar com a mulher, sobre algumas situações específicas de antecedentes mórbidos. Ele deve orientar a paciente sobre
epilepsia, que deverá ser acompanhada pelo neurologista com controle rigoroso durante a gravidez, se possível, com politerapia por drogas de maior segurança para o feto, como o valproato de sódio
diabete mellitus pelo risco de abortamento fetal, que pode ser diminuído se a mulher engravidar apenas quando o valor da hemoglobina glicada (hemoglobina glicosilada ou glicohemoglobina) estiver entre 7% e 15%.
hipertensão arterial crônica quanto ao uso de inibidores de enzima de conversão da angiotensina. Nesse caso, deve-se atentar para lesões em órgãos-alvos, como rim, coração, cérebro e vasos sanguíneos, bem como para o risco de pré-aclâmpsia.
doença autoimune, como o lúpus eritematoso sistêmico. Nesse caso, a gestante exibirá melhor resultado obstétrico e perinatal se a doença estiver inativa e sob controle, pelo menos, até 6 meses antes da concepção e com funcionamento renal estabilizado.