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De acordo com a Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, os solos devem ser classificados conforme o Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos, constituído por seis níveis categóricos na seguinte ordem de hierarquização: ordens, grandes grupos, subordens, subgrupos, famílias e séries.
Em função das possibilidades de uso serem mais ou menos intensivas, as terras estão divididas em 8 classes de capacidade (o uso agrícola é o mais intensivo, seguido de pecuária, silvicultura e área de preservação natural). A classe I permite o uso mais intensivo, com agricultura anual, sem problemas de conservação. As classes vão decrescendo na medida em que apresentam limitações ao uso. A classe VIII deve ser mantida em seu estado natural para proteção da fauna e da flora. Assim, os preços das terras de uma região sempre apresentam valores decrescentes no sentido da classe I para a VIII.
O engenheiro de avaliações deve utilizar a classificação de aptidão agrícola das terras aplicando sempre o nível de manejo C (uso de alta tecnologia), pois é inconcebível que um técnico leve em conta usos tecnológicos de menor nível, mesmo que ocorram com maior freqüência entre os agricultores locais. Além do mais, a terra deve ter seu valor determinado pelo seu potencial de uso mais intensivo, independentemente de outras variáveis.
Os horizontes diagnósticos são muito importantes para a classificação dos solos. O horizonte B latossólico apresenta uma estrutura em blocos, elevada espessura e baixa quantidade de mineral primário facilmente intemperizável.
A observação das condições climáticas, físicas e bióticas locais, importante para a avaliação agronômica, que mais se aproxima das condições locais, é:
Predominância de latossolo vermelho amarelo, vegetação original de cerrado, solos mecanizáveis em bom regime pluviométrico.
Predominância de litossolos, vegetação original de mata subperenifólia, presença de rochas em regime pluviométrico insuficiente.
Predominância de latossolo vermelho escuro extremamente sujeito a erosão, vegetação original de campo cerrado, presença de rochas em bom regime pluviométrico.
Predominância de cambissolos, vegetação original de mata tropical, solos mecanizáveis em regime pluviométrico com estação seca bem definida.
O Alumínio é o terceiro elemento em abundância na crosta terrestre, mais concentrado na litosfera, estando praticamente ausente das camadas mais profundas da terra. Em relação ao seu comportamento no solo e na planta, assinale a alternativa CORRETA.
A caolinita é a fonte primária de alumínio e é uma mistura de óxidos hidratados de Al.
O alumínio, em condições ácidas (pH 4,0) ou básicas (pH 9,0), pode precipitar na forma de hidróxido.
Os sintomas específicos para diagnosticar toxidez de alumínio visualmente ou analisando a parte aérea das plantas, são as manchas amarelas a partir da nervura central das folhas.
O pH é o fator mais importante para o controle do alumínio solúvel e trocável dos solos.
Todo solo eutrófico apresenta uma saturação por bases (valor V) igual ou superior a 50% e todo solo álico apresenta uma saturação por bases inferior a 50%.
Perfil do solo pode ser conceituado como uma superfície vertical exposta, com seu conjunto de horizontes ou camadas, que apresenta variação predominantemente no sentido vertical (anisotropia vertical).
Na irrigação das culturas, trabalhos realizados demonstraram que são fatores que podem causar baixas eficiências de rega, EXCETO:
O uso de grandes vazões em parcelas curtas, em solo de pequena permeabilidade.
O reinicio das irrigações quando o solo está seco.
O uso de pequenas vazões em solos muito permeáveis.
Aplicação de volume de água até a profundidade do sistema radicular das plantas.
A partir dos dados apresentados e considerando as características regionais, a avaliação de capacidade de uso dos solos indicaria para:
Solos recomendados somente para ocupação florestal face ao impedimento à mecanização e limitações hídricas.
Solos inadequados para produção agrícola, recomendando-se a permanência de pastagens, face às limitações de fertilidade e mecanização.
Solos recomendados para produção agrícola sob correção de fertilidade, mecanizáveis, com técnicas simples de conservação de solos.
Isolamento e Recomposição florestal da área, para atender ao disposto no Código Florestal, por localizar-se às margens de curso d'água.
Em uma camada de areia fina saturada, com o índice de vazios maior que o índice de vazios críticos (e > ecrit), a resistência ao cisalhamento aumenta na ruptura.
Para um solo saturado, a variação do índice de vazios e da resistência ao cisalhamento deve-se exclusivamente à variação das tensões efetivas.
Se a camada A for uma argila praticamente impermeável, a contaminação não alcançará a camada B.
Em uma camada argilosa saturada por capilaridade, as tensões efetivas devido ao peso próprio serão menores que as tensões totais.