

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
A caracterização física de uma bacia hidrográfica, em termos de relevo, rede de drenagem, forma e área de drenagem, constitui o que se denomina “fisiografia”. Para tal caracterização são utilizados mapas, fotografias aéreas, imagens de satélite (sensoriamento remoto) e levantamentos topográficos. Em tempos remotos, utilizavam-se instrumentos como o curvímetro e o planímetro, que permitiam calcular comprimentos e áreas sobre mapas impressos. Entretanto, atualmente, são empregados programas computacionais específicos, facilitando e agilizando enormemente tal tarefa. São consideradas características fisiográficas:
Coeficiente de compacidade: esse coeficiente é definido como a relação entre o perímetro da bacia e a circunferência de um círculo de mesma área da bacia.
Forma da bacia: obviamente é função da delimitação da área da bacia e tem influência no tempo transcorrido entre a ocorrência da precipitação e o escoamento no exutório. Em bacias de formato mais arredondado, esse tempo tende a ser menor do que em bacias mais compridas.
Fator de forma: bacia com maior declividade tende a ter maior velocidade do escoamento e ser mais suscetível à erosão do solo, caso este esteja descoberto; a declividade da bacia é, geralmente, estimada pelo método das quadrículas, analisando as curvas de nível do terreno. O referido método foge ao escopo desta disciplina.
Área da bacia: corresponde à sua área de drenagem, cujo valor refere-se à área plana entre os divisores topográficos projetada verticalmente. O conhecimento da área da bacia permite estimar qual o volume precipitado de água, para uma certa lâmina de precipitação, pela expressão: volume precipitado = lâmina precipitada x área da bacia.