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O processamento de toras de coníferas em serraria propicia maior rendimento volumétrico em comparação ao de toras de folhosas, diferença que se justifica pelo fato de aquelas terem troncos mais cilíndricos.
Considere os itens a seguir para responder a questão.
I. Maior estabilidade em terrenos inclinados devido à grande superfície de apoio do sistema de locomoção e da pequena distância do centro de gravidade ao solo;
II. Elevada força de tração, que pode ser superior a 80% da sua massa total, e baixa patinagem, devidas à grande superfície de contacto rasto - solo;
III. Baixa compactação do solo devida à baixa pressão exercida (0.3 - 0.4 kgf.cm-2) e da regularidade da distribuição da carga em toda a superfície de apoio.
Os itens descritos, constituem vantagens do trator:
Na operação de uma serraria com serra de fita, vários elementos determinam a geometria de um dente de serra de fita, cuja qualidade é indispensável ao processamento, entre os quais o passo, que varia com a espessura e a largura da serra de fita e com a dureza da madeira e que possui valores menores para madeiras mais duras.
Em regiões de escassez de mão de obra, a instalação de uma serraria poderá ficar comprometida caso já existam ali indústrias instaladas, como laminadoras e fábricas de móveis, haja vista que essas têm maior capacidade de pagar melhores salários, em função do maior valor agregado de seus produtos.
Madeiras de maior interesse comercial, como as de lei ou nobres, são mais utilizadas em marcenarias que na construção civil.
Considerando-se o volume total estimado de toras pelo método de Huber, é correto afirmar que o rendimento volumétrico diário da serraria é superior a 50%.
O volume de pranchões (m3) e o peso do material residual briquetado para combustível (kg), seco a 0% de umidade em estufa, obtidos a partir do processamento de uma tora de eucalipto perfeitamente cilíndrica com o comprimento de 5,5 m, diâmetro de 0,81 m, densidade básica de 0,51 g/cm3 e obtendo‐se um rendimento de 82% serão, respectivamente, de
0,626 m3 e 60,88 kg.
1,783 m3 e 185,22 kg.
2,324 m3 e 260,16 kg.
3,450 m3 e 327,12 kg.
4,805 m3 e 449,78 kg.
Cortes tangenciais sucessivos, efetuados com serras de corte único, não são indicados para a produção de tábuas serradas a partir de espécies que possuam altas deformações de crescimento, pois, após a retirada de uma tábua, a adaptação à nova distribuição residual do bloco remanescente faz que ele se deforme por flexão, levando à perda de uniformidade de espessura da próxima peça a ser serrada.
A instalação de uma serraria deve ser feita próximo à fonte de matéria-prima, com vistas à diminuição dos custos com transporte, energia e abrigo de funcionários.
Quanto à rachadura, as toras da espécie Corymbia torelliana e do híbrido Eucalyptus grandis × Eucalyptus urophylla não são classificadas como toras de qualidade superior, já que não atendem às exigências normativas.
As toras de todas as espécies classificam-se, quanto à conicidade, como toras de qualidade superior, que atendem às exigências normativas.
Fatores como a qualidade do material, a técnica de desdobro e os equipamentos empregados na produção de madeira influenciam decisivamente o aproveitamento da tora de madeira em uma serraria.
O volume de toras processadas diariamente pela serraria, estimado pelo volume Francon, é maior que o volume estimado pelo método de Huber.
O rendimento volumétrico em carvão vegetal, que é obtido por meio da razão entre o volume de madeira sólida, em m3, e o volume de carvão, em MDC (metro de carvão), é menor que 1,2 st/MDC.
As espécies Corymbia torelliana e Eucalytus grandis são as únicas que, por terem valores médios de arqueamento abaixo de 0,20 cm/m, atendem às exigências normativas quanto à classificação como madeira serrada de qualidade superior.
No início da formação da parede celular, ocorre o alongamento da parede primária, que impõe às camadas periféricas do tronco uma tensão de compressão e impõe às camadas internas do tronco uma tensão de tração, o que causa a tensão de crescimento, que, ao ser liberada no processamento das toras, causa rachaduras e empenamentos.
As espécies Corymbia torelliana, Eucalyptus grandis e Eucalyptus pilularis, quanto ao encurvamento, atendem aos requisitos normativos para serem classificadas como madeiras serradas de qualidade superior.
Para se obterem os valores de rendimentos do desdobro das toras em porcentagem, deve-se calcular a razão entre o volume, em m3, utilizado de madeira em forma de tora e o volume, em m3, produzido de madeira serrada, multiplicando-se o valor obtido por 100.
A explicação para o comportamento da curva da espécie Qualea albiflora (cambará), mostrada na figura acima, está na constatação de que, na maioria das vezes, o desdobro de tora de menor diâmetro resulta em perdas de madeira na forma de costaneiras e refilos com presença de alburno, afetando diretamente o rendimento em madeira serrada; essas perdas são minimizadas com o uso de toras de maior diâmetro.