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A infecção pelo vírus da hepatite B (HBV) apresenta evolução sorológica característica, acompanhada de alterações bioquímicas relacionadas à lesão hepatocelular e à capacidade sintética do fígado. A interpretação integrada dos marcadores imunológicos do HBV e dos exames de função hepática é fundamental para o diagnóstico da fase da doença e para a avaliação da recuperação clínica.
Analise o caso a seguir: um paciente de 37 anos procurou atendimento em 20 de junho de 2025 com icterícia, colúria, mal-estar e elevação de aminotransferases. Após acompanhamento clínico e laboratorial, novos exames foram realizados em 20 de dezembro de 2025. Os resultados estão apresentados a seguir.

Com base nos achados laboratoriais e na evolução temporal, é CORRETO afirmar que:
a normalização das aminotransferases é suficiente para excluir infecção ativa pelo HBV, tornando desnecessária a avaliação dos marcadores sorológicos.
a persistência do Anti-HBc IgG indica infecção crônica pelo HBV, independentemente da presença do Anti-HBs.
os resultados demonstram infecção aguda pelo HBV com resolução espontânea, evidenciada pelo desaparecimento do HBsAg, soroconversão para Anti-HBs e Anti-HBe, negativação do Anti-HBc IgM e normalização das provas de função hepática.
a elevação predominante da bilirrubina direta na fase aguda indica doença colestática pura, incompatível com hepatite viral aguda.
a presença de Anti-HBs associada ao Anti-HBc IgG caracteriza resposta vacinal contra o HBV.