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Um paciente de 55 anos, afro-brasileiro, com hipertensão...

Um paciente de 55 anos, afro-brasileiro, com hipertensão arterial estágio 2, nefropatia diabética com proteinúria significativa (relação proteína/creatinina urinária de 0,8 g/g) e creatinina sérica de 1,9 mg/dL, retorna à UBS para acompanhamento. O médico questiona o farmacêutico sobre o perfil farmacológico mais adequado para esse paciente. A literatura e os protocolos nacionais e internacionais para hipertensão com nefropatia diabética são consistentes em determinados aspectos, e o fundamento técnicofarmacológico que melhor sustenta a conduta terapêutica preferencialmente recomendada é:


A

Para pacientes afro-brasileiros com hipertensão, as diretrizes recomendam diuréticos tiazídicos como monoterapia inicial, evitando-se o uso de inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona por aumentarem o risco de hipercalemia em pacientes com nefropatia diabética avançada.


B

Os bloqueadores dos canais de cálcio diidropiridínicos, como a Anlodipino, são a classe de escolha para pacientes afro-brasileiros com nefropatia diabética e proteinúria, pois apresentam efeito antiproteinúrico superior ao dos inibidores da ECA nessa subpopulação segundo as diretrizes brasileiras vigentes.


C

Os inibidores da ECA ou os bloqueadores dos receptores de angiotensina II são a classe preferencial para nefropatia diabética com proteinúria independentemente da etnia, pois reduzem a pressão intraglomerular e têm demonstrado efeito nefroprotetor superior às demais classes no retardo da progressão da doença renal; a combinação com diurético pode ser necessária para controle pressórico adicional.


D

A combinação de inibidor da ECA com bloqueador do receptor de angiotensina II (duplo bloqueio do SRAA) é a estratégia recomendada para o perfil do paciente descrito, pois o duplo bloqueio maximiza a nefroproteção e reduz mais efetivamente a proteinúria em comparação à monoterapia com qualquer dos dois agentes.


E

Para pacientes com creatinina sérica acima de 1,5 mg/dL, os inibidores da ECA e os BRAs estão contraindicados pelo risco de lesão renal aguda e hipercalemia grave, devendo ser substituídos por beta-bloqueadores cardiosseletivos associados a diuréticos de alça como terapia de escolha.