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O HIPERDIA é um sistema de cadastramento e acompanhamento de pacientes com hipertensão e diabetes na atenção básica. Um farmacêutico de UBS, ao realizar revisão da farmacoterapia de pacientes cadastrados, identifica idosa de 71 anos, cadastrada no HIPERDIA, portadora de hipertensão e diabetes tipo 2, que relata prurido anal noturno intenso há três semanas. O exame parasitológico de fezes confirmou Enterobius vermicularis (oxiúros). A paciente usa Metformina 850 mg 2x/dia, Captopril 50 mg 2x/dia e Glibenclamida 5 mg/dia. O farmacêutico é consultado pelo médico sobre o antiparasitário mais adequado. qual antiparasitário seria o mais adequado para esse caso, e quais medidas complementares devem ser orientadas ao paciente e aos coabitantes?
O Metronidazol é o antiparasitário de escolha para Enterobius vermicularis em idosos, por apresentar espectro de ação sobre nematódeos intestinais e baixo perfil de interações com os medicamentos do esquema vigente, sendo administrado em dose única de 400 mg.
O Mebendazol 100 mg 2x/dia por 3 dias é o antiparasitário de eleição para esse caso, pois apresenta absorção sistêmica mínima que minimiza interações medicamentosas com os hipoglicemiantes e anti-hipertensivos do esquema vigente; em idosos com diabetes, a dose deve ser reduzida à metade para evitar hipoglicemia indireta.
A Ivermectina em dose única (200 mcg/kg) é o tratamento de primeira escolha para enterobíase em idosos, pois atua sobre canais de glutamato dependentes de cloro na musculatura do nematódeo; em pacientes com diabetes, deve-se monitorar a glicemia nas 48 horas seguintes à administração.
O Albendazol 400 mg em dose única é eficaz para Enterobius vermicularis e apresenta perfil de interações favorável no esquema vigente; deve-se orientar tratamento simultâneo de todos os coabitantes, lavagem de roupas de cama e higiene rigorosa das mãos, com repetição da dose após 2 semanas para eliminar reinfecção pelo ciclo de autoinfecção do parasito.
O Pamoato de pirantel em dose única é eficaz para enterobíase e atua inibindo a acetilcolinesterase do nematódeo, causando paralisia espástica; deve ser prescrito em associação com Metronidazol para cobertura de possível coinfecção por protozoários, prática comum em ambiente de atenção básica no Brasil.