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"Jean-Paul Sartre, neste estudo, destruiu o entusiasmo negro. Contra o devir histórico, deveríamos opor a imprevisibilidade. Eu tinha a necessidade de me perder absolutamente na negritude. (...) a dialética que introduz a necessidade de um ponto de apoio para a minha liberdade expulsa-me de mim mesmo. Ela rompe minha posição irrefletida. Sempre em termos de consciência, a consciência negra é imanente a si própria. Não sou uma potencialidade de algo, sou plenamente o que sou. Não tenho de recorrer ao universal. No meu peito nenhuma probabilidade tem lugar. Minha consciência negra não se assume como falta de algo. Ela é. Ela é aderente a si própria" (FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: EDUFBA, 2008, p. 122).
No fragmento acima, Fanon faz uma crítica a uma concepção difundida pelo francês Jean Paul Sartre. Acerca da concepção criticada por Fanon, é correto afirmar:
A noção de que as cosmogonias africanas seriam centradas na condição humana e no fato do ser humano pertencer a uma comunidade.
A noção de um racismo antirracista que punha a negritude como um momento de negação (antítese) hegeliana da branquitude (tese).
A ideia de uma filosofia primitiva que surgiria de uma mentalidade pré-lógica e simbólica presente nos povos africanos, especialmente nos Bantu.
A defesa de uma recolonização negra por povos da diáspora africana tendo em vista que apenas povos negros podem transformar o continente africano.
A ideia de uma unificação política e cultural da África através de uma federação de estados livres do colonialismo europeu.