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Texto para questões 58 e 59
O sofista é um professor de técnicas, de política, de virtude e de sabedoria, portanto, alguém que julga possuir conhecimentos e ser capaz de transmiti-los. Eis porque as preleções dos sofistas eram aulas em que alguma coisa era ensinada. As preleções eram solilóquios ou monólogos. Além disso, os sofistas eram céticos. O sim e o não dependem apenas dos argumentos para persuadir alguém a manter ou mudar de opinião. Diferentemente dos sofistas, Sócrates não se apresenta como professor. Pergunta, não responde. Indaga, não ensina. Não faz preleções, mas introduz o diálogo como forma da busca da verdade.
CHAUÍ, M. Introdução à história da filosofia: dos pré-socráticos a Aristóteles. São Paulo: Brasiliense, 1994 (adaptado).
Explicando comparativamente as propostas filosóficas de Sócrates e dos sofistas, a professora de filosofia do Ensino Médio desenvolve um plano de aula no qual propõe aos estudantes o estímulo ao pensamento, visando capacitá-los a inferir que as práticas intelectuais dos sofistas proporcionam o (a)
justificação racional dos valores aristocráticos associada à integração lógica das cosmologias ao mito.
valorização de interrogações de teor antropológico relacionada às hipóteses explicativas sobre a natureza.
desenvolvimento da habilidade discursiva acompanhado por reflexões sobre limites do conhecimento humano.
cultivo pedagógico de virtudes cívicas vinculado à intensificação das preocupações metafísicas dos seres humanos.