

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Existem diferentes técnicas de fisioterapia aquática, que dependendo das necessidades específicas do paciente e da fisiopatologia em questão, podem ser utilizadas em conjunto ou não. Trata‐se, portanto, de mais um recurso fisioterapêutico que pode ser empregado para colaborar com o retorno à funcionalidade e/ou contribuir para uma melhor qualidade de vida dos pacientes. É importante ressaltar que se pode esperar que o exercício físico aquático produza reações fisiológicas diferentes das encontradas com o exercício no meio terrestre decorrentes, portanto, das propriedades físicas da água. Diante dessa afirmativa, são efeitos fisiológicos ocorridos na imersão e durante os exercícios físicos na água, exceto:
logo após o corpo ser imerso, em razão da pressão hidrostática, ocorrem aumento do retorno venoso e linfático, aumento do débito cardíaco e, consequentemente, aumento do volume cardíaco, diminuindo a frequência cardíaca, sendo que a diminuição de edemas não se deve apenas à pressão hidrostática, mas também ao princípio da flutuação e a bradicardia está relacionada também à temperatura da água, pois em temperaturas mais frias, o surgimento de bradicardias torna‐se mais frequente, disparado por reflexos neurais.
No sistema respiratório, a pressão hidrostática aumenta o volume central e leva à compressão da caixa torácica e do abdome. Como consequência, há aumento do trabalho respiratório e redução da capacidade vital.
No sistema renal, ocorre o aumento do débito urinário e da excreção de sódio (natriurese) e de potássio (potassiurese), durante a imersão, a diurese funciona como um compensador homeostásico para contrabalançar receptores cardíacos distendidos.
Com a ação da flutuação, o “peso do corpo fica mais leve”, levando a um maior gasto energético em determinadas atividades, é indispensável lembrar que, em uma piscina terapêutica não é possível diminuir o gasto energético, dependendo do objetivo e da atividade proposta, e que isso se relaciona à posição do corpo na água, à temperatura e à profundidade da imersão no exercício. A viscosidade não influencia no aumento do gasto energético, onde temperaturas mais quentes permitem maior captação de O2 do que em águas frias.