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No processo diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA), a atuação fonoaudiológica exige análise criteriosa das habilidades comunicativas e auditivas da criança, considerando tanto alterações periféricas quanto centrais da audição. Sobre a influência das perdas auditivas no diagnóstico diferencial do TEA, assinale a alternativa CORRETA:
A identificação de perda auditiva neurossensorial bilateral, independentemente do grau, inviabiliza o diagnóstico de TEA, uma vez que os prejuízos na interação social e na linguagem podem ser atribuídos à privação sensorial auditiva.
A coexistência entre TEA e perda auditiva é clinicamente improvável, pois ambos os quadros compartilham manifestações comunicativas semelhantes, o que dificulta a confirmação diagnóstica concomitante.
Alterações do processamento auditivo central podem intensificar comportamentos compatíveis com TEA, como dificuldades de atenção compartilhada e resposta ao nome, exigindo avaliação audiológica ampliada para adequada interpretação dos sinais clínicos.
A ausência de respostas consistentes a estímulos sonoros em exames comportamentais é suficiente para afastar a hipótese diagnóstica de TEA, não sendo necessária investigação adicional das habilidades pragmáticas da linguagem.
No diagnóstico do TEA, a avaliação auditiva tem caráter secundário, devendo ser realizada apenas após a confirmação do transtorno por instrumentos comportamentais padronizados.