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“A construção das estradas/hidrovias/ferrovias/portos tem por objetivo facilitar a circulação das mercadorias no espaço geográfico e estimular que a produção e a acumulação de capital se acelerem. Produzir mais, isto é, aumentar a capacidade de transformação da matéria – trabalho para os físicos – exige o aumento da capacidade de realizar trabalho – para os físicos, energia. A magnitude e a escala das transformações em curso na reorganização espacial seriam, assim, impossíveis sem o aumento da oferta de energia. A demanda energética é função direta do processo de urbano-industrialização em todo o mundo sob o impulso da acumulação de capital. A Amazônia também tem passado por intenso processo de urbanização nos últimos 30/40 anos e, assim, há uma demanda crescente de energia da própria região, embora o maior impulso seja dado pela integração da região aos mercados globais”
PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. Amazônia: encruzilhada civilizatória: tensões territoriais em curso. 1ª Ed. Rio de Janeiro: Consequência, 201.
Partindo da reflexão trazida por Porto-Gonçalves (2017), e baseando-se em seus conhecimentos sobre os recursos hídricos e energéticos do território brasileiro, é INCORRETO afirmar que:
a demanda de energia dos diferentes países amazônicos é similar, mas devido a sua importância política na região, o Brasil tende a ser o país que mais pressiona pela construção de hidrelétricas.
a bacia Amazônica é vista pelos governos, empresas e consumidores como uma fonte virtualmente inesgotável de recursos hídricos úteis para a produção hidroelétrica
até 2012, existiam na Amazônia 171 hidroelétricas em operação ou em construção, das quais 120 com capacidade de até 30 MW, as chamadas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas).
estão previstas, até 2020, a construção de outras 246 hidrelétricas nos planos energéticos nacionais, sendo a maior parte PCHs (179).
em 2010, o governo peruano firmou com o Brasil um acordo para o fornecimento de eletricidade e para a exportação de excedentes do Brasil numa ordem que ultrapassa todo o consumo atual do Peru.