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Leia o fragmento a seguir: “A distância entre os desiguais, na cidade, não se opera mais, predominantemente, a partir da lógica de periferização dos mais pobres e de destinação, aos mais ricos, das áreas centrais e pericentrais, as melhores dotadas de meios de consumo coletivo (infraestruturas, equipamentos e serviços urbanos). Os sistemas de segurança urbana oferecem condições para que a separação possa se aprofundar, ainda que se justaponham, no “centro” e na “periferia” segmentos sociais com níveis desiguais de poder aquisitivo e com diferentes interesses de consumo.”
(SPOSITO, Maria Encarnação B. A produção doespaço urbano: escalas diferenças e desigualdades
socioespaciais. In: A Produção do Espaço Urbano: agentes eprocessos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto, 2011,pp 140-141).
Com base no fragmento, pode-se identificar a seguinte característica nos grandes centros urbanos:
As classes mais abastadas estão se apropriando da vida cultural das zonas periféricas.
As expansões urbanas são criadas a partir da destruição das diferenças entre as classes sociais.
As cidades estão cada vez mais complexas nas formações das novas territorialidades.
A criação do Estatuto da Cidade proibiu por lei o processo de ocupação das franjas urbanas.
A evolução dos sistemas de comunicação diminuiu a necessidade dos movimentos pendulares.