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Em 02 de junho de 2021 o site G1 publicou a seguinte matéria: “Crise hídrica - risco de apagão? Exatos 20 anos depois de enfrentar um traumático racionamento de energia - uma resposta a um apagão de proporção nacional - a situação dos reservatórios das hidrelétricas está no nível mais baixo em quase um século. As consequências podem afetar a inflação e o crescimento do PIB”.
(Fonte: https://g1.globo.com/podcast/o-assunto/noticia/2021/06/02/o-assunto-465-crise-hidrica-risco-de-apagao.ghtml).
Sobre a produção energética no Brasil, assinale a assertiva CORRETA:
A atual crise energética afetará apenas a distribuição de energia das redes elétricas secundárias, visto que a ANEEL em 2019 conseguiu alcançar 170 megawatts de capacidade instalada, que significa uma segurança na produção enérgica brasileira para os próximos cinco anos, suprindo as redes elétricas primarias.
A atual crise hídrica e enérgica que afeta apenas o Nordeste brasileiro é histórica, trata-se de um fenômeno intrínseco ao clima semiárido; contudo, os recentes incentivos governamentais para instalação de parques eólicos deixarão a região autossuficiente na produção de energia.
As atuais crises hídrica e energética estão associados a dois fatores. O primeiro é a condição ambiental em decorrência das mudanças climáticas em escala planetária e os índices recordes de desmatamento no Brasil. O segundo é a ausência de planejamento, gestão na produção e geração de energia, além da falta de incentivos do governo federal para produção de energias alternativas.
O Brasil apresenta quase um quinto das reservas hídricas do mundo, por isso, as sucessivas crises enérgicas estão relacionadas diretamente a falta de investimento na gestão e na consolidação de infraestrutura como hidroelétricas de grande porte, não tendo a condição climática qualquer influência sobre a crise.
Em 2001, durante o governo FHC, o Brasil enfrentou uma forte crise na produção de energia, com sucessivos apagões em decorrência da falta de chuvas nos reservatórios hidrelétricos. A crise enérgica de 2021, durante o governo Bolsonaro, é causada pelo alto consumo de energia domiciliar incentivada por uma campanha para a população permanecer em isolamento domiciliar em decorrência da COVID-19.