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Leia o texto a seguir:
A industrialização no sudeste do País e a implantação de uma infraestrutura de transportes possibilitaram o avanço da fronteira agrícola e da economia de mercado rumo ao Centro-Oeste, alterando as relações campo-cidade.
BORGES, B. G. A economia agrária goiano no contexto nacional (1930-1960). In. ARRAIS, C. A.; SANDES, N. F. História escrita: percursos da historiografia goiana. Vitória: GM Editora, 2017. p. 96
A citação refere-se ao contexto histórico e social da primeira metade do século XX, quando a economia goiana foi dinamizada a partir da implantação da Estrada de Ferro Goiás, interligando o território goiano ao Sudeste brasileiro. A consequência disso foi
a consolidação do chamado agronegócio, baseado na mecanização da produção, principalmente de soja e algodão, cultivados no sul e sudoeste do estado.
a proliferação de matadouros, os quais, aproveitando o grande rebanho pecuário existente, fez de Goiás um grande fornecedor de carne in natura para o Brasil.
a ampliação da cultura do arroz, cultivado de forma tradicional, principalmente na região do Mato Grosso Goiano, que abasteceu a população urbana do sudeste do país.
a exportação de produtos ligados ao extrativismo mineral, como o amianto e o níquel, abastecendo as indústrias europeias, principalmente durante a I Guerra Mundial.
a modernização das cidades próximas à linha de ferro, as quais ampliaram o seu contingente demográfico e tornaram-se polos de produção industrial voltada para o mercado interno.