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“No limiar do século XXI, as ciências, particularmente, as...

“No limiar do século XXI, as ciências, particularmente, as sociais e as humanas, são desafiadas a discutir as relações, os processos, as estruturas econômicas, políticas, geográficas, históricas, culturais e sociais em escala global. O pensamento científico, em suas produções mais notáveis, elaborado primordialmente com base na reflexão sobre a sociedade nacional, não é suficiente para apreender a constituição e os movimentos da sociedade global. O paradigma clássico das ciências sociais foi constituído, e continua a se desenvolver, com base na reflexão sobre as formas e os movimentos da sociedade nacional. Mas a sociedade nacional está sendo recoberta, assimilada ou subsumida pela sociedade global. A sociedade global apresenta desafios empíricos e metodológicos, históricos ou teóricos, que exigem novos conceitos, outras categorias, diferentes interpretações.”


(Ianni, 1994. Com adaptações.)


Com o passar dos séculos, a humanidade vem, através da produção cultural e tecnológica, “encurtando as distâncias” entre os povos e continentes. Considerando este novo paradigma, explicita satisfatoriamente uma causa da mundialização do sistema capitalista:


A

A expansão marítimo-comercial europeia, o fim da Guerra Fria, o consequente e crescente movimento de desregulação dos mercados e, sobretudo, a desregulação dos sistemas financeiros e dos mercados de capitais.


B

O avanço e a difusão das tecnologias de informação e comunicação e dos novos formatos organizacionais associados, que promovem e aceleram em escala mundial a interconexão entre vários tipos de organizações.


C

A configuração do espaço geográfico internacional em redes, sejam elas de transporte, de comunicação, de cidades, de trocas comerciais ou de capitais especulativos, propiciando, assim, uma maior difusão de conhecimento.


D

A homogeneização e a padronização dos elementos produtivos e culturais, criando uma hegemonia em que os principais centros de poder exercem um controle ou uma maior influência sobre as regiões economicamente menos favorecidas, obliterando, dessa forma, suas matrizes tradicionais.