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“Até 1853 éramos todos ‘curitibanos’. O nome Paraná nos foi imposto pelo Rio de Janeiro Imperial, depois da criação do Amazonas, um estado com nome de rio. Aqui fizeram a mesma coisa sem consultar a população. E o que pouca gente sabe é que o curitibano sempre esteve mais próximo da cultura espanhola e guarani, porque a base do nosso desenvolvimento foi o comércio tropeiro, além da vigência do Tratado de Tordesilhas, que dava à Espanha o domínio de metade do continente americano.”
(Crocetti, 2012. P. 50.)
Sobre a ocupação territorial do estado do Paraná NÃO é possível afirmar que:
Os primeiros núcleos estáveis de povoamento do Paraná e região onde se localizaram recebeu o nome de Guairá. A estratégia espanhola de ocupação das terras se deu pelo modelo de reduções jesuíticas.
O litoral foi ocupado por expedições vicentistas em meados do século XVI, que, num primeiro momento, faziam apenas sondagens para a Coroa Portuguesa. Com a descoberta de ouro passaram a fazer uma ocupação mais sistemática.
O ciclo do ouro no Paraná se iniciou no começo do século XVII, se concentrando ao longo dos rios Nhundiaquara e Marumbi; teve pouco impacto no povoamento, principalmente do litoral, devido ao caráter itinerante de sua produção.
Na época da chegada dos portugueses ao Brasil, o planalto curitibano era ocupado principalmente por tribos Jê e TupiGuarani. Os conquistadores buscavam ouro, prata e pedras preciosas; massacraram os indígenas que não se submeteram à escravidão.