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A partir do século XVI, os europeus começaram a conquistar o continente Americano e entraram em conflito com as populações aqui existentes. A partir da emancipação política, foi colocada em evidência a ocupação das terras paranaenses, principalmente após a vinda de imigrantes. Como as populações indígenas ocupavam essa região, tornou-se necessário criar políticas em relação ao destino dos indígenas. Fatos históricos ligados à ocupação do estado do Paraná indicam que:
A organização sociocultural dos Xetá foi quase totalmente destruída; seus sobreviventes vivem, hoje, dispersos em meio às outras culturas, desterritorializados e distantes do convívio cotidiano de sua etnia.
A ocupação das regiões do norte, oeste e noroeste paranaense só se efetivou a partir da Política da Marcha para o Leste, promovida pelo governo federal, a partir de 1910, já que tais localidades eram consideradas como vazio demográfico, ou de terras devolutas do estado, o que forjava a invisibilidade dos indígenas que já ocupavam essas áreas.
Quando a frente de colonização cafeeira chegou à região sul do Paraná, conhecida como Serra dos Dourados, no final da década de 1840, era densamente recoberta de florestas nativas e havia relatos da presença de índios, que, mais tarde, foram descritos como Kaingang. Contudo, eles se mantiveram escondidos em pequenos grupos no meio da mata.
Os Xetá foram vítimas do genocídio gerado pela expansão cafeeira. De súbito, o grupo de, aproximadamente, 250 indígenas foi extinto, contaminados por doenças transmitidas pelos colonizadores, além de mortes provocadas por intoxicação alimentar, envenenamento, doenças infectocontagiosas, extermínio com armas de fogo e queimadas de aldeias, desaparecimento de crianças, dentre outras ações dos invasores de seu território de origem.