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Localizada ao leste da Baía de Guanabara, a freguesia de São Gonçalo possuía uma extensa área fluvial, o que fazia com que mantivesse um intenso contato com as freguesias, vilas e cidades vizinhas à época. Numa visita a São Gonçalo no século XVIII, o Monsenhor Pizarro relata:
“(...) No território paroquial se acham 26 fábricas de açúcar, cinco de aguardente e sete olarias. Acana, o café, arroz, milho, feijão, e outros legumes, a mandioca, boa hortaliça, e frutas saborosíssimas de caroço e de pevide, são produções ordinárias do país, que levadas a qualquer dos 13 portos dispersos pelo interior da marinha, saem diariamente para a ribeira da cidade, onde se consomem.”
(SOUZA, José Antônio Soares de. Da Vila Real de Praia Grande à Imperial cidade de Niterói. Niterói: Fundação Niteroiense de Artes: 1993.)
Considerando-se a importância econômica e comercial de São Gonçalo à época citada, pode-se afirmar que:
apesar de intensa, a variada produção da freguesia destinava-se apenas ao seu próprio consumo, haja vista sua população ser muito grande
pelo intenso fluxo da produção e saída de mercadorias de São Gonçalo, era utilizado apenas o transporte marítimo pela Baía de Guanabara
no decorrer do século XVIII e início do XIX, era predominante o trabalho escravo dos nativos nas atividades econômicas em São Gonçalo
além das rotas marítimas pela Baía de Guanabara, os rios eram muito utilizados para escoar os produtos e para o transporte de passageiros