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Há um quarto de século, a indústria tinha o dobro do tamanho do agronegócio e do extrativismo no PIB nacional. Em 1996, as empresas de manufatura respondiam por 14% da produção de riqueza, enquanto agropecuária e segmentos extrativistas somavam 7%. A longa decadência resultou em uma inversão de posições: em 2020, agropecuária e extrativismo aumentaram sua participação no PIB para 16%, enquanto a indústria se manteve no patamar de 10%.
(Disponível em: https://veja.abril.com.br. Adaptado)
Dentre os fatores responsáveis pela redução do papel da indústria na economia brasileira destaca-se
a decadência do Mercosul que, durante décadas, representou o mercado consumidor de manufaturados brasileiros, em especial a Argentina.
a crescente política protecionista dos países ricos que optam por produtos de origem asiática, mais baratos e variados.
a perda de competitividade nos mercados interno e externo gerada, entre outros, pela fraca inovação tecnológica.
a política de descentralização que, ao reduzir a concentração industrial do Sudeste, tornou vários ramos industriais fragilizados pela fraca infraestrutura.
a opção do Estado em primarizar a economia brasileira com a garantia de maiores exportações em commodities valorizadas no mercado mundial.