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“Antes da Revolução Comunista de 1949, a estrutura produtiva da economia chinesa era essencialmente agrária, e a pequena base industrial (menor do que a da Índia quando o país se tornou independente e menor do que a da Rússia em 1914) era formada por indústrias leves, a maioria de capital estrangeiro e concentradas em poucas cidades do nordeste ou próximas à costa (como Xangai, Tianjin, Qingdao e Guangzhou), onde estrangeiros autodeclararam privilégios especiais a partir das Guerras do Ópio (1839-1842 e 1856-1860) e da ocupação japonesa (1931-1945).” (Trecho retirado do artigo sobre a expansão chinesa, de Isabel Nogueira, Acumulação, Distribuição e Estratégia sob Mao: legados do maoísmo para o desenvolvimento da China.)
A partir desse fragmento, é INCORRETO afirmar que:
Nesse período, o grosso da população (89%) vivia nas zonas rurais, trabalhando em uma área agrícola de apenas 10% do território total.
Estima-se que menos de 2% dos trabalhadores estivessem empregados em atividades industriais “modernas” (ou não artesanais), dominadas por bens de consumo de baixo valor agregado, como têxteis, cigarros e moagem de farinha.
O imperialismo ocidental iniciado com as Guerras do Ópio, a violenta ocupação japonesa e as décadas de guerra civil deixaram, em meados do século XX, a já pequena estrutura produtiva ainda mais deprimida.
A Revolução Comunista, em 1949, e a rápida reorganização da produção, reforma agrária, reabertura e expansão dos serviços sociais não tiveram um impacto radical inicial na estrutura social e econômica, visto que a maior parte da sociedade chinesa era contra o regime político a favor do Kuomitang.
A mudança estrutural mais radical, no entanto, veio com a reforma agrária, que já havia começado antes de 1949 nas áreas sob controle comunista e que foi completada em 1952, beneficiando 300 milhões de camponeses, eliminando a antiga classe de senhores de terras e consolidando a produção familiar em pequena escala.