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Atualmente, o governo da Turquia está construindo um novo canal para dinamizar o fluxo de mercadorias na Eurásia: o Canal de Istambul. Leia o trecho da notícia a seguir:


“A Turquia inaugurou no sábado (26/6) as obras de construção do Canal de Istambul, uma infraestrutura de 45 quilômetros que liga artificialmente a Europa e a Ásia pela primeira vez na história e abre uma nova rota navegável entre o Mar Negro e o Mar de Mármara (...)

O governo turco defende seu projeto argumentando que servirá para aliviar o tráfego de navios no Bósforo, uma das rotas marítimas naturais mais estreitas e movimentadas do mundo.

O canal será construído a um custo de mais de US$ 8 bilhões, segundo as autoridades, e permitirá a passagem diária de 185 navios, contra 118 a 125 que cruzam o Bósforo hoje.

"O principal objetivo deste projeto é reduzir os riscos decorrentes da passagem de navios carregados com materiais perigosos pelo Bósforo", informou o Ministério dos Transportes turco em 2018, quando apresentou o traçado final do canal”.

Disponível em: Canal de Istambul, o polêmico e ambicioso projeto da Turquia para

ligar Europa e Ásia - BBC News Brasil


Assinale a alternativa que se refere corretamente aos impactos do Canal de Istambul.


A

Com a aproximação de acordos geopolíticos e geoeconômicos entre Turquia e China nos últimos anos, o Canal visa conceder acesso às embarcações que chegam de Shanghai e seguem para a Europa, limitando a ação russa no Mar Negro.


B

O Canal de Istambul substituirá totalmente os fluxos de navegação hoje presentes no Estreito de Bósforo, limitando desde o número de embarcações até a direção das viagens.


C

Na necessidade de competir com países vizinhos pelo controle marítimo local, em outros termos, o Mar Negro, a Turquia pretende dinamizar o comércio na região da Eurásia, cobrando mais taxas alfandegárias e eliminar a relevância do Estreito de Bósforo.


D

Os impactos do Canal de Istambul terão a ver com as políticas para o tráfego marítimo do Oceano Índico, diminuindo a centralidade do Estreito de Malacca e Gibraltar.


E

O megaprojeto relaciona-se com o tratado de Montreux, para aliviar o fluxo no Estreito de Bósforo e interferir no controle geopolítico e geoeconômico do Mar Negro, o que pode limitar a autonomia russa na região e favorecer o crescimento da influência estadunidense.