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A Embrapa considera a agricultura familiar uma forma de produção em que o núcleo de decisões, gerência, trabalho e capital são controlados pela família. Ressalta que a agricultura familiar não é pobreza; é o sistema predominante no mundo inteiro. No Brasil, existem cerca de 4,5 milhões de estabelecimentos (80%, de estabelecimentos agrícolas), dos quais 50% estão no Nordeste. O segmento detém 20% das terras, responde por 30% da produção nacional e chega a ser responsável por 60% da produção de alimentos. Trata-se de agricultores que diversificam a produção para garantir renda. (MEDEIROS, 2007.p.170)
Sob orientação do enunciado de Medeiros,(2007) indique a alternativa que não mantém correspondência com a agricultura brasileira.
A expansão da cana-de-açúcar representa a grande ameaça para o Cerrado, e sobretudo a agricultura familiar, pois, a apropriação desse território está embasada numa logística da agricultura capitalista e que tem causado alterações sócio-ambientais extremamente negativas.
A intensificação da expansão da soja vem interferindo e ameaçando a produção de alimentos, principalmente o arroz, feijão e outros, considerado uns dos indicativos do desaparecimento da agricultura camponesa.
Conforme dados do enunciado, a agricultura familiar promove concentração fundiária, concentração de renda, degradação dos recursos naturais e intensificação do êxodo rural.
A lógica de agricultura capitalista, tem como meta produzir e atender às exigências do mercado exterior, enquanto que a produção derivado da agricultura familiar abastece o mercado interno.