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Texto para a questão 25.
O Brasil ocupa a 9ª posição de país mais desigual do mundo
Os números da desigualdade social no Brasil são alarmantes. Segundo a Pesquisa Desigualdade Mundial 2018, 1% da população detém quase 30% da renda do país. Outro dado, este do relatório "A distância que nos une - Um retrato das desigualdades brasileiras", aponta que os 5% mais ricos da população recebem por mês o mesmo que os demais 95% juntos.
(Disponível em: https://observatorio3setor.org.br/carrossel/ o-brasil-ocupa-a-9-posicao-de-pais-mais-desigual-do-mundo. Acesso em: 03 jul. 2019).
Compreender as raízes da construção das desigualdades sociais brasileiras é imprescindível para entender a dinâmica da produção socioespacial do país. Nessa direção, todas as alternativas indicam argumentos que auxiliam no entendimento dessa realidade do país, exceto:
A forma de desenvolvimento no país foi precária e desigual, o que proporcionou o enriquecimento apenas dos que estavam no comando. A desigualdade e, consequentemente, a pobreza, presentes no decorrer da história, agravam-se e apresentam-se com novas características a partir do processo de industrialização e com o surgimento do capitalismo.
A ideia de naturalização da pobreza, ideologicamente difundida pelos setores conservadores da sociedade capitalista, possui pouca relevância para a compreensão da complexidade da vida social, dada a dificuldade de verificação de sua concretização na sociedade brasileira.
O processo de criação de igualdade de oportunidades implica extinção de privilégios, de discriminação, de preconceitos racial, econômico e de sexo presentes na sociedade, quase sempre tolerados pela sociedade.
A educação de qualidade, entendida como aquela que vai para além de apreender as operações principais de matemática, ler e escrever, visto que deve promover a leitura da trama social, política e econômica, ter espírito crítico, aperfeiçoar-se em uma profissão pelas suas aptidões, capacidades e competências, educar-se para ser cidadão, teve, desde sua origem, desigualdade na acessibilidade, em especial para as camadas populares.
As desigualdades sociais brasileiras são efeito de inexpressivas ações estatais ao longo do processo histórico de formação social e econômica em diferentes áreas, como: investimentos e melhorias na educação; política de geração de emprego qualificado e renda; política de saúde com atendimento prioritário aos setores menos favorecidos; e, principalmente, uma política de desenvolvimento e crescimento econômico associada à justa política de (re) distribuição de renda.