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“Inovações técnicas e organizacionais na agricultura concorrem para criar um novo uso do tempo e um novo uso da terra. O aproveitamento de momentos vagos no calendário agrícola ou o encurtamento dos ciclos vegetais, a velocidade da circulação de produtos e de informações, a disponibilidade de crédito e a preeminência dada à exportação constituem, certamente, dados que vão permitir reinventar a natureza, modificando solos, criando sementes e até buscando, embora pontualmente, impor leis ao clima. Eis o novo uso agrícola do território no período técnico-científico-informacional”.
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SANTOS, M; SILVEIRA, M. L. O Brasil: Território e Sociedade no início do século XXI. 9º ed. Rio de Janeiro, Record, 2006 – p. 118.
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Sobre a modernização da agricultura brasileira, podemos afirmar que:
a modernização da agricultura brasileira está diretamente vinculada ao processo de internacionalização econômica, consagrando a separação e independência entre cidade e campo.
a obtenção de financiamentos agrícolas se tornou mais comum no contexto da modernização agrícola, beneficiando em maior escala as propriedades com menos de 10 ha e entre 10 a 100 ha para o aumento da produtividade da terra.
em função do processo de articulação entre a indústria e a agricultura, as transformações ocorridas no campo são ditadas exclusivamente pela indústria, com expansão total e absoluta do trabalho assalariado.
belts modernos e novos fronts agrícolas produzem uma nova divisão territorial do trabalho com incremento de investimentos internacionais em pesquisa e tecnologia, sem a atuação do Estado para o seu desenvolvimento.
MATOPIBA é um novo front que revela a revolução agrícola, especialmente nas culturas de exportação que consolidam a divisão territorial do trabalho mundial, com a desvalorização das agriculturas alimentares básicas e de tradição nacional.