

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Leia o texto e analise o mapa.
-
Cada homem vale pelo lugar onde está: o seu valor como produtor, consumidor, cidadão depende de sua localização no território. Seu valor vai mudando, incessantemente, para melhor ou para pior, em função das diferenças de acessibilidade (tempo, frequência, preço), independentes de sua própria condição. Pessoas com as mesmas virtualidades, a mesma formação, até mesmo o mesmo salário têm valor diferente segundo o lugar em que vivem: as oportunidades não são as mesmas. Por isso, a possibilidade de ser mais, ou menos, cidadão depende, em larga proporção, do ponto do território onde se está. Enquanto um lugar vem a ser a condição de sua pobreza, um outro lugar poderia, no mesmo período histórico, facilitar o acesso àqueles bens e serviços que lhe são teoricamente devidos, mas que, de fato, lhe faltam.
-
(SANTOS, M. O Espaço do Cidadão. 7ª edição. São Paulo: EDUSP, 2007. 1ª edição: 1987. Grifos do autor.)
-
BRASIL: Banda larga por município, 2015.
-

-
O mapa foi elaborado com base no maior percentual! de pontos de acesso com a faixa de velocidade em cada cidade Fonte: Anatel
-
(Disponível em: http://especiais.g1.globo.com/tecnologia/banda-larga-brasil/2015. Acesso em: 30/09/2019.)
-
Sobre as dinâmicas das redes de telecomunicações e a formação territorial no atual período de globalização, é correto afirmar:
As ideias apresentadas pelo professor Milton Santos em 1987 já foram superadas pelos desenvolvimentos técnicos recentes promovidos pela globalização. O mapa de 2015 revela que, a despeito da desigualdade nas velocidades de acesso, quase todos os brasileiros têm acesso à internet e aos benefícios por ela trazidos
A globalização é um processo que, apesar de fomentar o progresso contínuo das técnicas das comunicações, promove uma concentração espacial dessas técnicas, resultando no aprofundamento da modernização seletiva do território e na intensificação das desigualdades socioespaciais.
A cidadania, possibilitando o acesso aos bens e serviços necessários ao desenvolvimento dos indivíduos nos lugares onde vivem, nunca foi elevada à política pública prioritária a partir de 1988. A distribuição dos serviços de internet no território revela, todavia, uma dispersão mais voltada ao interesse dos cidadãos do que ao das empresas.
Ao promover o desenvolvimento das técnicas da informação, a globalização não atende a humanidade como um todo, nem democratiza o acesso às tecnologias de ponta. Contudo, indivíduos e grandes corporações terão, em todas as regiões do Brasil, num futuro próximo, o mesmo nível de acesso à internet, como indica o mapa.