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O processo de formação da sociedade brasileira é marcado pela diversidade étnico-racial, múltiplas formas de uso do território e pela desigualdade social. Uma questão importante a ser trabalhada na disciplina de Geografia é a forma como as chamadas populações tradicionais vem (re)produzindo sua territorialidade no espaço geográfico brasileiro. Nesse sentido, o conceito de territorialidade nos permite compreender o viver das comunidades quilombolas:
Como sendo a expressão de sua forma de pensar social, cultural e econômica. Porém, uma vez retirados de seu território de origem, não se pode dizer que os quilombos serviram como espaços nos quais essas pessoas puderam reproduzir seu espaço vivido ancestral.
Como uma construção ao longo de diferentes tempos, de espaços de resistência política e cultural africana no território brasileiro, como forma de manter o controle sobre a exploração e o uso dos recursos disponíveis e produção de significados.
Como sendo um espaço multicultural, formado a partir de diferentes práticas ancestrais, que passaram a conviver com uma diminuição crescente da violência praticada de diferentes formas na medida em que seu território foi reconhecido pelo poder público.
Como um espaço em que existem diferentes possibilidades de expressar a construção da territorialidade negra, mas sempre preservando a cultura negra, que é mais expressiva naquela comunidade.
Como um espaço vivido por um grupo, marcado pela resistência política e cultural desse grupo e que tem, na sua estrutura organizacional, a preocupação em preservar a cultura negra mais expressiva da comunidade.