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Nos últimos anos o geógrafo Rogério Haesbaert tem se dedicado a estudar a temática Regional, chegando até mesmo a lançar um livro chamado “Regional-Global: dilemas da região e da regionalização na Geografia Contemporânea”. Sobre os estudos desse autor, relativos a região e regionalização, assinale a alternativa INCORRETA.
A “regionalização” é entendida como a região enquanto o processo, em constante rearticulação – propriedade de “ser” regional, a regionalidade, vista a partir da grande diferenciação cultural e da enorme desigualdade social produzida mesmo no mundo tido como globalizado e, portanto, pretensamente mais homogêneo.
Em uma analogia com a História, é possível afirmar que, correspondendo aproximadamente ao que representa a periodização como questão central para os historiadores, a regionalização aparece como problemática central para os geógrafos.
Pensar em região assim é pensar, antes de tudo, nos processos de regionalização, seja focalizando-os como simples procedimento metodológico ou instrumento de análise e proposta pelo pesquisador, seja a partir de dinâmicas de espaços temporais efetivamente vividas e produzidas pelos grupos sociais ou, em outras palavras, fundadas numa “regionalidade” vista para além da mera propriedade teórica da definição do regional.
A regionalização deve estar sempre articulada numa análise centrada na ação dos sujeitos que produzem o espaço e na interação com ele.
A regionalização é um processo em que se realiza o recorte de um local com as mesmas características físicas sem a preocupação com os sujeitos que ali residem e produzem o espaço geográfico.