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O flagelo agrário que atinge o Brasil não é recente. As raízes estruturais do país dão origem a injustiça e a desigualdade socioeconômica que assola a sociedade brasileira. Esta relação estrutural que coloca o Brasil entre os mais desiguais do mundo precisa urgentemente ser enfrentada. A pandemia do novo coronavírus agravou tais condições de pobreza e precariedade, marcas da extrema desigualdade geografada no espaço nacional, descortinando a crise estrutural do capitalismo que é, ao mesmo tempo, uma crise agrária, pois o cerne das desigualdades está nas formas de apropriação do território brasileiro. (Brasil de Fato, junho 2020, adaptado).
A esse respeito, é INCORRETO afirmar que:
O atual cenário agrícola brasileiro é ilustrado pela alta taxa de desempregados, somada à diminuição da renda média da população e aumento do preço dos alimentos, aprofundando as desigualdades e intensificação a fome.
A estrangeirização das terras brasileiras pode provocar diferentes impactos, diretos e indiretos, como a alteração da territorialidade, considerando que a estrangeirização ocorre para a produção de commodities para a exportação e/ou exploração da natureza visando atender as demandas do mercado externo.
Alguns especialistas defendem que a sociedade vive sob os moldes estabelecidos pelo regime alimentar corporativo, no qual o agronegócio via corporações controla a maior parte do sistema agroalimentar, desde a produção até a comercialização.
Os cultivos geneticamente modificados (transgênicos) constituem-se como uma alternativa eficiente na produção de alimentos saudáveis, com vistas a garantir a soberania e a segurança alimentar, com menos impactos ambientais.