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Leia o texto a seguir para responder à questão 31.
Mas foi somente entre 1966-85 que se deu o planejamento regional efetivo da região. O Estado tomou a si a iniciativa de um novo e ordenado ciclo de devassamento amazônico, num projeto geopolítico para a modernidade acelerada da sociedade e do território nacionais. Nesse projeto, a ocupação da Amazônia assumiu prioridade por várias razões. Foi percebida como solução para as tensões sociais internas decorrentes da expulsão de pequenos produtores do Nordeste e do Sudeste pela modernização da agricultura. Sua ocupação também foi percebida como prioritária, em face da possibilidade de nela se desenvolverem focos revolucionários.
Fonte: BECKER, Berta, Revisão das políticas de ocupação da Amazônia: é possível identificar modelos para projetar cenários? Parcerias Estratégicas - Número 12 - Setembro 2001, pg. 137
Neste recorte temporal analisado pela autora, o projeto geopolítico para a Amazônia baseava-se na:
Consolidação do padrão econômico, voltado para a exportação que, desde o início da colonização até hoje, é o fundamento dominante nos projetos de desenvolvimento regional.
Valorização do paradigma sociedade-natureza, denominado desenvolvimento sustentável, em que o progresso é compreendido como valorização dos saberes e fazeres regionais.
Compreensão de que o crescimento econômico com inclusão social estava assegurado, uma vez que a exploração de recursos naturais seria infindável.
Intervenção do território pelo Estado, instituindo as Unidades de Conservação de Uso sustentável para garantia da preservação do bioma e do modo de vida dos moradores locais e dos migrantes.
Inspiração de modelos endógenos de ocupação do território, passando a uma nova configuração regional de fronteira de ocupação para fronteira ecológica.