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A questão do território se coloca para cada um e para todos; e a propriedade luta contra a apropriação de modo evidente no espaço — a troca e o valor de troca lutam contra o uso, contra o corpo e o vivido (sem, todavia, se reduzir a este nível da realidade). É por isso que a caracterização do mundo moderno, lido através da contradição valor de troca/valor de uso, fornece outro sentido ao debate sobre a produção do espaço e da cidade.
Ana Fani Alessandri Carlos. O espaço urbano:
novos escritos sobre a cidade. São Paulo: FFLCH, 2007, p. 30 (com adaptações).
A partir da leitura do fragmento de texto apresentado, assinale a opção correta acerca do valor de troca e do valor de uso no contexto do capitalismo.
O valor de troca se sobrepõe ao valor de uso quando a cidade é posta como um espaço de mercadoria.
A produção do espaço e da cidade são valor de uso diante da apropriação capitalista.
O sentido público do coletivo, no âmbito do debate da realidade urbana, é dado a partir da troca e do valor de troca.
O valor de troca é complementar ao valor de uso, sem discrepâncias postas ao debate do contexto urbano.
O território, no espaço urbano, é dominado pelo poder do valor de uso, através da plena especulação imobiliária.