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Sobre a evolução do conceito natureza na geografia, Moreira (2006, p.73) coloca que, na abordagem atual, está implícita a ideia de que a natureza evolui em espiral, e não em ciclos que se fecham sobre seu próprio ponto inicial de partida. Nesse sentido, reflita sobre as proposições abaixo e assinale a INCORRETA.
A superfície terrestre é o modo de ser geográfico da natureza e do homem por ser onde obrigatoriamente se interagem, portanto, cabe à geografia mostrar que a diversidade da natureza se ressintetiza nos lugares da superfície da terra, adquirindo em função de recorte do espaço o seu modo concreto de organização.
Nessa nova concepção, a síntese como ponto central da nova abordagem é vista como “a soma de todas as partes”, unificando a natureza a partir do movimento físico do paradigma cartesiano newtoniano.
Isto significa que a natureza não se reduz a um paradigma de movimento, mas, a uma face múltipla de que participam tanto o movimento físico quanto o biológico e o humano, porque a natureza é, antes de tudo, história.
A natureza é, ao mesmo tempo, o inorgânico e o orgânico, o fragmentário e o unitário, o mecânico e o vivo. É a unidade de diversidade e a diversidade da unidade, numa relação cíclica de reprodução em espiral.
Enquanto, no velho paradigma, os fatos são dissociados do real, analisados de forma isolada por suas respectivas ciências particulares (na geografia física, a geomorfologia, a climatologia, a hidrografia e biogeografia), no novo paradigma, a natureza tende a ser tomada na integralidade do circuito da sua diferenciação.