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A construção das Usinas Hidrelétricas (UHE) do Complexo do Madeira, Jirau e Santo Antônio, na região de Porto Velho, em 2008, impactou os modos de vida das populações residentes de comunidades tradicionais da região, dentre elas as populações indígenas, ribeirinhas, pequenos agricultores e extrativistas.
(ANDRADE, R. A. O. de (et.al.). Impactos na saúde indígena em Rondônia em decorrência das usinas hidrelétricas do Complexo do Madeira. Brazilian Journal Health Review, vol. 7, n. 3, pág. 1-14, may.jun 2024.)
A construção das usinas hidrelétricas do Complexo do Madeira, em Rondônia, provocou os seguintes impactos socioambientais sobre as populações indígenas e tradicionais da região, EXCETO:
Aumento da distribuição geográfica de doenças de veiculação hídrica como, por exemplo, a malária e a esquistossomose.
Ampliação do medo e da violência em torno dos empreendimentos hidrelétricos, seja em sua implantação ou a partir do seu funcionamento.
Ampliação da área de plantio, em decorrência da alteração na umidade relativa do ar que aumentou em função do tamanho dos reservatórios.
Alterações nos cursos de água que afetaram a vida aquática e impactaram as populações ribeirinhas, sobretudo comprometendo os estoques de pesca.
Aumento da insegurança alimentar nas regiões afetadas pelo empreendimento, além de ampliação do desmatamento, por exemplo, nas terras indígenas.