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Texto para as questões 28, 29, 30, 31, 32 e 33.
Antes de tudo, é essencial que o geógrafo possua conhecimento geoespacial sobre o território. No caso do geógrafo brasileiro, espera-se que ele reconheça as variações latitudinais e longitudinais do país, compreendendo como essas diferenças influenciam a diversidade dos domínios morfoclimáticos, das formações vegetais, dos tipos de clima e dos fusos horários presentes no Brasil.
A trigésima Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30) será realizada em Belém, no estado do Pará, em novembro de 2025. Especialistas apontam que a COP-30 poderá oferecer possibilidades para a região amazônica e para a política externa brasileira. Contudo, há o alerta de que algumas contradições se impõem, sobretudo pelos elementos que envolvem a realidade cotidiana dos povos tradicionais que vivem na Amazônia brasileira e que podem colocar o governo brasileiro em uma situação delicada frente aos demais atores (internos e externos, estatais e não estatais) participantes do evento. A partir do que se espera para a COP-30, como uma possibilidade para a região amazônica e uma contradição que envolve o governo do país-sede, podemos destacar, respectivamente:
apoio a projetos indígenas emancipatórios; impacto minoritário do agronegócio na Amazônia
privatização dos territórios indígenas fronteiriços; aumento dos confl itos fundiários na Amazônia
valorização dos serviços ecossistêmicos; defesa à exploração de petróleo na foz do rio Amazonas
fundos fi nanceiros para fi nanciar projetos ambientais; êxito no fi m do desmatamento ilegal na Amazônia