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Texto para as questões 28, 29, 30, 31, 32 e 33.
Antes de tudo, é essencial que o geógrafo possua conhecimento geoespacial sobre o território. No caso do geógrafo brasileiro, espera-se que ele reconheça as variações latitudinais e longitudinais do país, compreendendo como essas diferenças influenciam a diversidade dos domínios morfoclimáticos, das formações vegetais, dos tipos de clima e dos fusos horários presentes no Brasil.
Esta luta expressa o conflito de interesses regionalmente estabelecidos e compõe uma nova agenda dos regionalismos das regiões que se beneficiam dos novos paradigmas tecnológicos e que lutam contra a isonomia inerente ao Estado nacional e suas intervenções para reduzir desequilíbrios regionais.
CASTRO, Inácio Elias de. Geografia e Política: território, escalas de ação e instituições. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005, p. 222.
A questão regional é um elemento de debate que reacende as múltiplas desigualdades do mundo contemporâneo. Regiões aparecem como “vencedoras”, quando se beneficiam das mais desenvolvidas redes econômicas globais, e “perdedoras”, quando ficam à margem dos processos de acumulação de riqueza. Nesse sentido, como elementos que envolvem as diferentes percepções sobre as regiões "vencedoras e perdedoras" da globalização, podemos destacar que:
as regiões vencedoras, como a Catalunha, lutam a favor de ações distributivas para combater às desigualdades regionais
as regiões perdedoras, como o Sul da Itália, querem forçar a alocação favorável de recursos ao desenvolvimento regional
as regiões vencedoras, como o Vale do Silício estadunidense, defendem a via militar para a criação de novos Estados
as regiões perdedoras, como as áreas industriais do Sudeste Asiático, defendem restringir ações compensatórias