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A noção de domínio morfoclimático, consagrada na Geografia brasileira por Aziz Ab'Sáber, expressa a articulação sistêmica entre clima, relevo, vegetação e hidrografia, definindo grandes unidades do espaço geográfico nacional. No entanto, os avanços das frentes de expansão econômica, os reordenamentos territoriais e os impactos decorrentes das mudanças climáticas globais têm tensionado profundamente o equilíbrio ecológico dessas paisagens naturais.
Com base nessa abordagem sistêmica e considerando os atuais processos de transformação ambiental e territorial nos domínios morfoclimáticos do Brasil, assinale a alternativa correta:
O domínio das araucárias, predominante nas áreas do Planalto Central, mantém-se ambientalmente equilibrado devido à sua vegetação clímax homogênea e à baixa presença de atividades extrativistas e agroindustriais, o que garante a conservação de sua biodiversidade original.
O domínio morfoclimático do cerrado, por apresentar clima tropical úmido, solos de elevada fertilidade natural e grande cobertura florestal, permanece amplamente preservado, sendo considerado um dos domínios menos vulneráveis à ação antrópica no Brasil central.
O domínio morfoclimático amazônico, apesar de historicamente resguardado por barreiras naturais e baixa densidade populacional, encontra-se hoje entre os mais afetados pela conversão de terras para o agronegócio e pela construção de grandes obras de infraestrutura, o que compromete funções ecossistêmicas críticas, como o regime hídrico interregional.
O domínio da caatinga, delimitado por um clima semiárido com altos índices pluviométricos e solos altamente férteis, vem sendo intensamente ocupado por monoculturas mecanizadas, o que contribui para sua resiliência ecológica e redução dos riscos de desertificação.