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A urbanização brasileira contemporânea, segundo autores como Ermínia Maricato, Carlos Vainer e Raquel Rolnik, inscreve-se em uma lógica de mercantilização do solo urbano, financeirização da moradia e captura das políticas públicas por interesses de mercado. Essa dinâmica redefine o papel do Estado e das periferias na produção do espaço urbano. À luz dessa perspectiva crítica, qual das alternativas expressa, com maior rigor teórico, um desdobramento estrutural do modelo de urbanização hegemônico no Brasil?
A emergência das metrópoles brasileiras foi acompanhada pela universalização de serviços públicos e pelo adensamento ordenado das periferias, promovendo cidadania urbana plena.
O processo de urbanização foi amplamente impulsionado pela redistribuição fundiária, com forte atuação do poder público no provimento de moradia social de qualidade.
As transformações recentes das grandes cidades expressam o sucesso do planejamento urbano participativo e da descentralização administrativa promovida pelas reformas constitucionais.
O crescimento das cidades brasileiras ocorre prioritariamente por demanda demográfica espontânea, sendo regulado por normas urbanísticas eficazes e equitativas.
A conformação do espaço urbano é regulada pela lógica de reprodução do capital imobiliário e pela fragmentação socioespacial dos circuitos econômicos urbanos.