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A Geografia Cultural contemporânea, influenciada por aportes pós-estruturalistas e póscoloniais, tem deslocado a concepção de território como instância fixada ao Estado-Nação, propondo uma leitura relacional e multiescalar da espacialidade identitária. Autores como Doreen Massey, Edward Said e Rogério Haesbaert argumentam que o território é continuamente resignificado por práticas culturais, narrativas simbólicas e disputas de poder. À luz dessas contribuições, qual alternativa expressa uma crítica coerente à concepção tradicional de território como unidade homogênea e funcional?
A leitura tradicional ignora a multiplicidade de tempos sociais que coexistem nos territórios vividos, negligenciando a tessitura simbólica que sustenta suas práticas e sentidos.
A concepção clássica de território valoriza a heterogeneidade cultural dos espaços urbanos, sendo plenamente compatível com as abordagens pós-coloniais e decoloniais.
O território funcional, na acepção moderna, é construído a partir da espontaneidade das territorialidades insurgentes, articuladas pelas redes do ciberespaço.
A ideia de território estatal corresponde, na abordagem crítica, à expressão legítima da vontade coletiva de comunidades autônomas em contextos pós-fronteiriços.
As territorialidades múltiplas que emergem de práticas culturais deslocadas confirmam a estabilidade das fronteiras interestatais como fundamento da organização espacial global.