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“A divisão internacional do trabalho significa que alguns países se especializam em ganhar e outros em perder. Nossa comarca no mundo, que hoje chamamos América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se aventuraram pelos mares e lhe cravaram os dentes na garganta. Passaram-se os séculos e a América Latina aprimorou suas funções. [...] a região continua trabalhando como serviçal, continua existindo para satisfazer as necessidades alheias, como fonte e reserva de petróleo e ferro, de cobre e carne, frutas e café, matérias-primas e alimentos, destinados aos países ricos que, consumindo-os, ganham muito mais do que ganha a América Latina ao produzi-los”
(GALEANO, E. As veias abertas da América Latina. Porto Alegre: L&PM, 2014. P. 17).
A economia, de maneira geral, dos países latino-americanos é caracterizada como primário exportadora. Neste sentido, observa-se que:
Os países latinos são considerados periferia do mundo, uma vez que produzem produtos industrializados com tecnologia própria.
Os países latinos, como México, Brasil e Argentina, são considerados como países de centro, já que seus processos de industrialização antecederam das demais nações da América Latina.
Os países classificados como primário exportadores são representados por nações que produzem e exportam produtos altamente tecnológicos.
As nações latino-americanas são classificadas como periféricas, uma vez que não estão no centro de decisão do sistema capitalista.